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Reforço de capital faz ajustamento accionista no BCP

O aumento de capital de 1,3 milhões de euros que o BCP concluiu na semana passada vai trazer alguns ajustamentos à estrutura accionista do banco. Haverá novidades entre as entidades que têm o estatuto de maiores accionistas e alguns dos investidores que a

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 28 de Abril de 2008 às 00:01
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O aumento de capital de 1,3 milhões de euros que o BCP concluiu na semana passada vai trazer alguns ajustamentos à estrutura accionista do banco. Haverá novidades entre as entidades que têm o estatuto de maiores accionistas e alguns dos investidores que actualmente possuem participações qualificadas (superiores a 2%) poderão perder esta qualidade.

A petrolífera Sonangol deverá assumir-se como maior investidor do BCP, com uma participação superior a 7%, lugar que, até aqui era ocupado pelo BPI (que reduz de quase 8% para 5,5%, por ter optado por não participar na operação). Até aqui os angolanos tinham pouco mais de 5% do capital da instituição, sendo o seu objectivo chegar a 10%.

A Eureko terá acompanhado o reforço de capitais, mantendo a sua percentagem em redor de 7%. Idêntico comportamento terá adoptado a Teixeira Duarte, cuja participação terá permanecido em redor de 6,5%. Por seu turno, Joe Berardo só exerceu parte dos direitos de subscrição que lhe estavam destinados, o que fará com que reduza a posição para menos de 7%.

Entre os restantes investidores, Sabadell, EDP, CGD, Banco Privado Português acompanharam a operação na proporção da percentagem já detida. Comportamento diferente poderá ter acontecido entre os investidores com posições mais próximas dos 2%. No mercado admite--se a possibilidade de Manuel Fino só ter acorrido a parte da operação, ficando aquém dos 2% que possuía até agora. Idêntica atitude poderá ter tido José Goes Ferreira.

Os resultados da oferta pública de subscrição das novas acções do banco (1,08 mil milhões de títulos) serão conhecidos hoje. Após a operação, que permitirá ao BCP arrecadar 1,3 mil milhões de euros para reforçar os rácios de solvabilidade e financiar o crescimento futuro, o capital do banco será de 4,69 mil milhões de euros, representado por igual número de acções.

Os novos títulos, que foram vendidos a 1,2 euros cada, só serão admitidos à cotação na Euronext Lisboa a 6 de Maio próximo, após cumpridas todas as formalidades burocráticas necessárias.

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