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Reguladores exigem rácios de capital mais elevados aos grandes bancos

O acordo foi alcançado hoje em Basileia e só terá efeitos totais em 2019. Capital adicional exigido aos grandes bancos pode chegar a 3,5%.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 25 de Junho de 2011 às 18:42
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Os grandes bancos mundiais terão que deter um rácio de capital mais forte que os restantes a partir de 2019, de acordo com o acordado hoje pelos principais reguladores do sistema financeiro mundial.

O requisito extra de capital vai variar entre 1 e 2,5%, dependendo da dimensão e risco sistémico da instituição financeira. Aos bancos que forem classificados de “significativamente grandes” pode ser exigido um rácio de capital ainda mais elevado, sendo que o valor adicional do rácio de capital Tier One pode chegar aos 3,5%.

Esta medida, acertada hoje pelos reguladores no âmbito das regras Basileia III, surgem na sequência da crise financeira iniciada em 2007, que deu origem à falência do Lehman Brothers, que originou uma forte turbulência no sistema financeiro mundial.

Com esta exigência extra aos maiores bancos, os reguladores pretendem desincentivar a criação de bancos gigantes, que depois possam representar um risco para a estabilidade do sector, caso enfrentem dificuldades. Do lado dos bancos surgem críticas a este plano, pois defendem que vai limitar a capacidade das instituições financeiras concederem crédito.

Este plano hoje acordado em Basileia, na Suíça, terá ainda que ser aprovado pelo G-20 em Novembro. As regras deverão começar a ser implementadas em 2016, de modo a estarem integralmente em funcionamento em 2019.

Os reguladores tinham já acertado que todos os bancos mundiais terão que elevar os seus rácios de capital Cote Tier 1 para valores superiores a 7%, a partir de 2013. No âmbito do pedido de ajuda externa, os bancos portugueses enfrentam já exigências mais apertadas, pois terão que atingir um core tier 1 mínimo de 9% este ano e de 10% no final de 2012.

Outra decisão tomada hoje pelos reguladores diz respeito aos activos seleccionados para os rácios que os bancos têm que atingir. O extra terá que ser conseguido através de capital próprio, pelo que as obrigações convertíveis, e outros títulos similares, não serão tidos em conta.

O comité de Basileia anunciará no final de Julho mais detalhes sobre os critérios de capital a exigir aos bancos, bem como quantos terão que constituir esta almofada de capital adicional. Não é ainda certo se os nomes das instituições serão conhecidas.

De acordo com a Bloomberg, serão entre 28 a 30 os bancos mundiais afectados por estas regras hoje definidas pelos reguladores, sendo que oito deles são norte-americanos. Um “research” do Morgan Stanley refere que o norte-americano Citigroup, o britânico HSBC e o alemão Deutsche Bank serão dos bancos mais penalizados.





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