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Relatório aponta para negligência de executivos da Lehman e da Ernst & Young

Um relatório encomendado por um tribunal norte-americano tece duras críticas a executivos seniores da Lehman Brothers e ao auditor Ernst & Young devido à falência do banco. O estudo revela que a empresa já estava insolvente semanas antes de apresentar falência.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 12 de Março de 2010 às 10:06
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Um relatório encomendado por um tribunal norte-americano tece duras críticas a executivos seniores da Lehman Brothers e ao auditor Ernst & Young devido à falência do banco. O estudo revela que a empresa já estava insolvente semanas antes de apresentar falência.

O relatório, citado pela BBC, acusa gestores seniores da Lehman Brothers de “manipulação do balanço”. A Ernst & Young alega que a última auditoria ao banco foi feita de forma “correcta”, tendo em consideração as regras de contabilidade.

O relatório adianta que pode haver fundamento para acções legais, mas o responsável pelo estudo, Anton Valukas, realça que não houve acções sistematicamente incorrectas.

Poderá haver ainda assim acusações contra o ex-CEO da Lehman, Dick Fuld, e contrs os antigos responsáveis Chris O’Meara, Erin Callan e Ian Lowitt por negligência ou quebra de deveres fiduciários.

O responsável pelo estudo acredita que também há provas suficientes para sustentar uma possível acusação de que a auditora, a Ernst & Young, foi “negligente” e que a Lehman pode apresentar queixas contra esta empresa por “negligência profissional”, segundo a BBC.

Em sua defesa a Ernst & Young diz: “a nossa última auditoria à empresa foi para o ano fiscal terminado a 30 de Novembro de 2007. A nossa opinião indicava que os relatórios financeiros da Lehman desse ano estavam correctamente apresentados” de acordo com as normas contabilísticas e “mantemos essa visão”.

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