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Remuneração de António Mexia caiu 17% em 2013

O CEO da EDP sofreu no ano passado um corte de mais de 17% na sua remuneração no grupo, que não chegou a um milhão de euros, num exercício em que os rendimentos globais da equipa de gestão da EDP tiveram uma redução de 18,5% face a 2012.

O Haitong avalia as acções da EDP em 3,35 euros, o que implica um potencial de valorização 19%. A recomendação é de comprar.

O banco de investimento assinala que a EDP está a negociar com “múltiplos muito atractivos”, apesar dos factores favoráveis que deverão impulsionar os resultados no segundo semestre, tais como as boas condições na geração de energia e a valorização do real. Se a avaliação da EDP tivesse em conta os preços-alvo da Haitong para a EDP Renováveis e EDP Brasil, e não as cotações actuais, a avaliação da EDP seria de 3,63 euros.

O Haitong destaca que a cotada liderada por António Mexia está exposta ao risco soberano de Portugal, pelo que um agravamento nos “spreads” da dívida portuguesa “terá um impacto negativo na acção”. Isto apesar de a EDP estar a reduzir o endividamento, o custo da dívida (30 pontos base entre 2016 e 2018) e ter as suas necessidades de financiamento cobertas até 2019.
Miguel Baltazar/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 25 de Março de 2014 às 00:13
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A remuneração do presidente executivo da EDP, António Mexia, cifrou-se em 988 mil euros em 2013, menos 17,2% do que no ano anterior, uma quebra que é explicada essencialmente por uma menor remuneração variável do CEO da eléctrica portuguesa.

 

O relatório de Governo da Sociedade da EDP, que o grupo publicou esta segunda-feira à noite, indica que no ano passado António Mexia auferiu quase 738 mil euros de remuneração fixa e 250 mil euros de componente variável (relativa ao desempenho de 2012). Em 2012 o CEO da EDP havia recebido mais de 714 mil euros de remuneração fixa e 480 mil euros de parte variável (pelo desempenho de 2011).

 

Globalmente, a comissão executiva da EDP recebeu em 2013 remunerações no valor de 5,03 milhões de euros, um valor que fica 18,5% abaixo do auferido pelos gestores da eléctrica no ano anterior.

 

Entre os exercícios 2012 e 2013 houve, contudo, algumas alterações na composição da equipa de gestão da EDP, nomeadamente pelas saídas de Ana Maria Fernandes e Jorge Cruz Morais, cujos lugares na comissão executiva foram ocupados por Miguel Stilwell de Andrade e João Marques da Cruz.

 

Entre os elementos que continuaram, além do recuo de 17,2% na remuneração de António Mexia, registou-se, individualmente, uma queda de 17,3% nos rendimentos de Nuno Alves (administrador financeiro), tal como nos do administrador António Pita de Abreu. Já João Manso Neto sofreu uma redução de 20%, ao passo que António Martins da Costa recebeu menos 25,8% do que em 2012.

 

Da actual equipa de gestão da EDP, António Mexia, Nuno Alves, Miguel Stilwell e Marques da Cruz aumentaram a sua remuneração fixa em 2013, enquanto os restantes administradores tiveram uma redução. Quanto à parte variável, todos os gestores tiveram um decréscimo, à excepção de Stilwell e Marques da Cruz (que em 2013 tiveram prémios e em 2012 não).

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