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REN prevê reduzir significativamente o custo dívida em 2009

A REN-Redes Energéticas Nacionais prevê reduzir significativamente o custo médio da dívida em 2009, face aos 4,8% do final de 2008, estando a equacionar novas emissões até ao final de Junho de 2010, afirmou Rui Cartaxo, Chief Financial Officer (CFO) da empresa em entrevista à Reuters.

Negócios negocios@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 16:28
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A REN-Redes Energéticas Nacionais prevê reduzir significativamente o custo médio da
dívida em 2009, face aos 4,8% do final de 2008, estando a equacionar novas emissões até ao final de Junho de 2010, afirmou Rui Cartaxo, Chief Financial Officer (CFO) da empresa em entrevista à Reuters.

"Temos conseguido reduzir o custo médio da dívida, no ano passado tivemos um custo de 4,8% e este ano vamos conseguir reduzir significativamente este custo", disse o responsável.

A REN iniciou, no ano passado, um processo de reestruturação da dívida, tendo aumentado a maturidade média de "cerca de dois para cerca de seis anos", disse Rui Cartaxo.

No final de 2008, a dívida líquida da REN ascendia a 1,7 mil milhões de euros (ME), valor que deverá aumentar para 2,2 mil milhões de euros no final de 2009, em consequência do investimento de 500 milhões de euros que a empresa tem previsto para o corrente ano.

"Temos uma situação muito folgada a nível de liquidez", disse o CFO da REN, afirmando, no entanto, que o plano de investimento de 2,5 mil milhões entre 2009 e 2014 poderá obrigar a novas operações de emissão de dívida.

"Não está excluído que possamos emitir mais este ano porque, com este plano de investimentos, ao longo do tempo vamos precisar de levantamento adicional de fundos", afirmou.

"(A emissão poderá ser) entre o segundo semestre deste ano e o final do primeiro semestre do próximo (ano), estamos a falar de valores que não atingirão mil milhões", acrescentou, quando interrogado se seria um valor em redor deste montante.

Adiantou que a reestruturação da dívida e a descida das taxas de juro a nível internacional tem permitido a redução do custo médio da dívida, tendência que se deverá prolongar em 2009.

A REN realizou, em Dezembro de 2008, uma emissão de 500 milhões de euros em obrigações, tendo também assegurado um financiamento de 250 milhões de euros junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) e colocado, em Fevereiro, 300 milhões no âmbito de uma emissão EMTN a cinco anos. Recentemente a empresa emitiu obrigações de 10 mil milhões de ienes, a 15 anos.

O plano de negócios da REN prevê o investimento de 2,5 mil milhões de euros entre 2009 e 2014, dos quais cerca de 700 milhões serão aplicados em activos de gás, nomeadamente no reforço de capacidade do terminal de Sines e nas ligações a Espanha.

Rui Cartaxo refere que o objectivo da REN é permitir que, a médio prazo, a Península Ibérica se torne um pólo de abastecimento de gás para a Europa.

"Portugal é especialmente forte na armazenagem e a Espanha tem uma boa capacidade de recepção de GNL, tem seis terminais", detalhou Rui Cartaxo.



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