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REN vende 18,3% da Galp à Amorim Energia esta semana

A REN - Rede Eléctrica Nacional vai vender, até ao final desta semana, a sua posição de 18,3% na Galp à Amorim Energia, empresa controlada pelo empresário Américo Amorim.

Negócios negocios@negocios.pt 12 de Setembro de 2006 às 08:32
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A REN - Rede Eléctrica Nacional vai vender, até ao final desta semana, a sua posição de 18,3% na Galp à Amorim Energia, empresa controlada pelo empresário Américo Amorim.

O presidente da REN admitiu ao "Diário de Notícias" a possibilidade de o contrato de compra e vendas das acções correspondentes aquela fatia do capital poder ser assinado hoje, caso a documentação necessária para o processo esteja pronta a tempo.

Assim, a Amorim Energia irá tornar-se a segunda maior accionista da Galp, com 31% do capital, a seguir à italiana Eni, que detém 33,34 % da empresa. Por aquela fatia da Galp, a empresa de Américo Amorim deverá pagar cerca de 915 milhões de euros. Porque a operação é feita ao mesmo preço porque comprou a fatia da EDP em Janeiro passado, ou seja, baseada numa avaliação da Galp de cinco mil milhões de euros.

José Penedos adiantou também que o contrato de compra e venda dos activos de transporte e armazenamento de gás natural entre a REN e a Galp "deverá ser assinado, se tudo correr como o esperado, na próxima semana". Desta forma, sublinhou, "não tem de haver atrasos no IPO da Galp".

A data possível para a realização da escritura de compra venda dos activos é dia 21, adiantam, entretanto, outras fontes da Galp. De acordo com as mesmas fontes, a operação de dispersão de capital desta empresa em Bolsa deve ocorrer nas duas primeiras semanas de Outubro.

A transferência dos activos de gás da Galp para a REN sofreu atrasos, por causa de um diferendo entre esta última empresa e as Finanças relativamente à isenção ou não de impostos sobre a transacção daqueles bens.

A REN tinha feito um requerimento às Finanças a solicitar a isenção do IMT - imposto municipal sobre transmissões onerosas de imóveis - e do imposto de selo, argu- mentando que a compra dos activos era uma operação que surgia na sequência de uma política definida pelo próprio Estado para o sector energético. Mas as Finanças deram um despacho negativo ao requerimento.

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