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REN vende posição na Cahora Bassa se participar na espinha dorsal de Moçambique

Gestora energética portuguesa pagou 38,4 milhões de euros para comprar 7,5% da moçambicana Hidroeléctrica Cahora Bassa. REN pode alienar essa posição, se concretizar envolvimento no projecto moçambicano denominado "espinha dorsal", avaliado em mil milhões de euros.

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A REN pode vir a vender a posição que hoje comprou na barragem moçambicana Cahora Bassa por 38,4 milhões de euros. A alienação está dependente do envolvimento da empresa nacional no projecto moçambicano "espinha dorsal".

No mesmo dia em que celebrou o acordo para adquirir a posição de 7,5% da Parpública na Cahora Bassa, a REN chegou a um entendimento para o seu envolvimento no projecto da "espinha dorsal – uma participação que a companhia portuguesa acredita vir a projectar a engenharia portuguesa em Moçambique.

O envolvimento neste projecto de infra-estrutura de transporte de energia eléctrica obrigará a gestora energética nacional a alienar a posição que hoje comprou, sabe o Negócios e confirmou a empresa liderada por Rui Cartaxo em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O acordo foi feito entre a REN e a Companhia Eléctrica do Zambeze, que tem participação maioritária na Cahora Bassa, e ainda com a EDM – electricidade de Moçambique, a empresa que detém a Companhia Eléctrica do Zambeze.

Este entendimento “visa estabelecer o futuro envolvimento da REN, através da detenção de uma participação relevante no projecto de espinha dorsal da Rede Eléctrica Nacional como parceiro tecnológico e prestador de serviços”. O acordo será concretizado através da aquisição de participações da Electricidade de Moçambique cujo objectivo seja a implementação de tal projecto, avaliado em mil milhões de euros.

Ao comprar essas posições, a REN fica obrigada, segundo o documento enviado à CMVM, a alienar “à EDM ou a qualquer sociedade na qual a EDM exerça uma influência dominante” a sua participação de 7,5%.

Parpública desfaz-se de 15%

A Parpública tinha, até hoje, uma posição de 15% na Hidroeléctrica Cahora Bassa. A venda dessa posição foi feita por 97 milhões de dólares (74 milhões de euros), anunciou o presidente da Parpública, Joaquim Reis.

Uma participação de 7,5% será adquirida pela REN pelo preço de 38,4 milhões de euros, de acordo com o comunicado à CMVM. Uma operação que está ainda dependente de aprovação na assembleia geral da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, a realizar a 15 de Junho próximo.

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e Armando Guebuza, presidente de Moçambique, assinaram um documento em Maputo para oficializar a venda dos restantes 7,5% em posse portuguesa para Moçambique. Uma venda que terá sido feita mediante o pagamento de 35,6 milhões de euros, valor resultante da subtracção de 38,4 milhões do valor total 74 milhões de euros.

O presidente da Parpública adiantou à Lusa que a REN "paga ligeiramente mais" do que a parte moçambicana devido a garantias que alcançou de participação em projectos no país, precisamente, o projecto Cesul, chamado de "espinha dorsal".
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