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Renault e Nissan estão em negociações para uma fusão

As duas fabricantes poderão juntar-se numa empresa, que seria liderada por Carlos Ghosn.

O CEO da Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, vai falar sobre um melhor capitalismo. A sessão de dia 23 de Janeiro tem a participação de Indra Nooyi, CEO da PepsiCo, Mark Weinberger, CEO da EY, e do Nobel Joseph E. Stiglitz.
Rita Faria afaria@negocios.pt 29 de Março de 2018 às 10:21
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A Renault e a Nissan estão em negociações com vista a uma fusão, que aprofundaria a aliança existente entre as duas fabricantes, tornando-as numa só empresa. A Renault detém actualmente 43% da Nissan, enquanto a fabricante automóvel japonesa tem uma participação de 15% na Renault. Se o negócio avançar, Carlos Ghosn (na foto), chairman das duas empresas, será o presidente da nova companhia nascida da fusão.

De acordo com a Bloomberg, que cita fontes próximas das negociações, a nova fabricante manteria as sedes tanto no Japão como em França.

A notícia levou as acções da Renault a disparar, esta manhã, um máximo de 8,26% para 100,80 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde Dezembro de 2007. Nesta altura, os títulos da fabricante francesa ganham 4,64% para 97,43 euros, enquanto em Tóquio a Nissan desceu 0,45% para 1.094,5 ienes.

No entanto, segundo as fontes citadas pela agência noticiosa, o negócio poderá revelar-se difícil de concretizar, devido à relutância do governo francês que detém 15% da Renault.

A Reuters já havia noticiado, no início deste mês, que a Nissan estava em negociações para comprar a posição do Estado francês na Renault, o que levou as empresas a responder que qualquer negócio envolvendo as partes era "pura especulação".

Contudo, Ghosn já garantiu que pretende cimentar a parceria entre a Renault e a Nissan, tendo afirmado, em Fevereiro, que as empresas iriam desenvolver um plano para "tornar a aliança irreversível".

As empresas têm como objectivo duplicar as sinergias para 10 mil milhões de euros até 2022, ano em que as vendas deverão atingir 14 milhões de unidades, o que compara com 10,6 milhões no ano passado.  Este número ficou pouco abaixo do obtido pela Volkswagen, a maior fabricante do mundo, que vendeu 10,7 milhões de veículos em 2017.

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