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Renault e Nissan prevêem sinergias de 1.500 milhões de euros este ano

A Renault e a Nissan, através da sua aliança e de medidas adicionais de sinergia que irão implementar até ao fim do ano, estimam obter poupanças de 1.500 milhões de euros em 2009, com benefícios em áreas como a produção, motores, engenharia, compras, entre outras.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 29 de Maio de 2009 às 13:20
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A Renault e a Nissan, através da sua aliança e de medidas adicionais de sinergia que irão implementar até ao fim do ano, estimam obter poupanças de 1.500 milhões de euros em 2009, com benefícios em áreas como a produção, motores, engenharia, compras, entre outras.

Em comunicado, a aliança Renault Nissan indica que “na produção e logística é esperado um resultado total de 363 milhões de euros em sinergias”. Haverá partilha de unidades de produção. O grupo dá como exemplo uma fábrica da Renault no Brasil que produzirá adicionalmente dois modelos da Nissan e de uma unidade da Nissan na África do Sul que fabricará dois veículos da Renault. No final deste ano serão produzidos um total de 11 modelos neste sistema de produção cruzada.

Na produção de motores são esperadas sinergias avaliadas em 289 milhões de euros. Hoje já metade dos componentes dos grupos moto-propulsores são partilhados. Por outro lado, a actividade de engenharia conseguirá sinergias de 279 milhões de euros. A Índia será um dos mercados onde a partilha entre a Renault e Nissan será aproveitada.

Já na actividade de compras, é esperada este ano uma economia de 157 milhões de euros. Acresce a esta poupança um efeito de sinergia de 147 milhões de euros nas actividades de vendas e marketing. Investigação e sistemas de informação são outras áreas onde a Renault Nissan conseguirá economizar, de acordo com o comunicado.

O presidente da aliança, Carlos Ghosn, sublinhou a necessidade de “agir mais rapidamente”. “Procurar sinergias já não é uma opção, é uma obrigação. Designámos um grupo de especialistas que terá como objectivo obter maiores sinergias que nos permitam ultrapassar a crise, e posicionar a aliança de forma competitiva no futuro”, comentou Carlos Ghosn, citado no comunicado da Renault Nissan.

Em Portugal a Renault detém uma fábrica de componentes para automóveis na região de Aveiro, que emprega cerca de um milhar de pessoas. A Nissan não tem actividade industrial no mercado português, embora esteja a trabalhar sobre a possibilidade de vir a instalar uma unidade de produção de baterias de iões de lítio para veículos eléctricos. Contudo, as duas empresas já exploram sinergias na área comercial, partilhando o mesmo edifício sede em Portugal.



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