Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Renault pede "desculpas" a trabalhadores por acusações de espionagem "injustas"

A Renault admite ter acusado três executivos injustamente no seguimento de fugas de informações confidenciais da empresa.

Andreia Major amajor@negocios.pt 15 de Março de 2011 às 10:41
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
A fabricante francesa de automóveis admitiu ter acusado injustamente três funcionários no âmbito da fuga de segredos da empresa. A Renault oferece agora as suas “sinceras desculpas e arrependimento” a três executivos que acusou falsamente. Os funcionários demitiram-se após a produtora de automóveis ter admitido que teriam sido injustamente despedidos num escândalo de espionagem, de acordo com o “Financial Times”.

A empresa acusou em Janeiro Michel Balthazard, Bertrand Rochette e Matthieu Tenenbaum de terem recebido dinheiro em contas em bancos estrangeiros em troca de informações relativas ao programa de carros eléctricos no valor de 4 mil milhões.

Após se ter descoberto que não existiam contas estrangeiras tituladas pelos funcionários e que era falsa a acusação de espionagem industrial, Carlos Ghosn, actual CEO da empresa, e o seu adjunto Patrick Pélata, renunciaram aos prémios de desempenho para 2010 e às suas acções para 2011. Pélata apresentou mesmo a sue demissão , mas Ghosn recusou aceitá-la.

“Estamos na presença de uma possível fraude”, disse Jean-Claude Marin, promotor do Ministério Público em Paris. O mesmo declarou ontem que as autoridades da Suiça e do Liechtenstein confirmaram que não existiam contas bancárias tituladas pelos três executivos despedidos.

Os suspeitos no caso são três agentes oficiais do departamento de segurança, que estão a ser acusados do crime de fraude organizada.

A gestão do departamento de segurança, que está no centro dos problemas, será colocada sob responsabilidade directa de um membro do conselho executivo com efeitos imediatos. Estas medidas “deverão permitir uma melhor protecção das pessoas”, declarou a Renault.

A empresa comprometeu-se à “reintegração ou indemnização” dos três empregados acusados e revelou que iria iniciar procedimentos disciplinares contra três agentes de segurança envolvidos no caso. Referiu ainda que iria implementar reformas de governação para se proteger a si, aos indivíduos e à informação.

Ver comentários
Saber mais Renault
Mais lidas
Outras Notícias