Tecnologias Rescisões, Angola e reestruturação explicam prejuízo de 46 milhões da Glintt

Rescisões, Angola e reestruturação explicam prejuízo de 46 milhões da Glintt

A tecnológica, que se encontra em reestruturação, melhorou as receitas mas teve de deixar de reconhecer várias empresas como suas. O que prejudicou os resultados líquidos obtidos no ano anterior.
Rescisões, Angola e reestruturação explicam prejuízo de 46 milhões da Glintt
Diogo Cavaleiro 15 de março de 2016 às 21:24

Prejuízo de 46 milhões de euros. Foi assim que a Glintt terminou 2015, ano em que arrancou um processo de reestruturação que passou pela redução de pessoal e pela saída de vários mercados.

 

No ano anterior, a tecnológica, que desde a oferta pública de aquisição lançada no ano passado tem 73% do seu capital nas mãos da Farminveste 3, da Associação Nacional de Farmácias, tinha apresentado um lucro de 1,3 milhões. Agora, em comunicado publicado esta terça-feira, 15 de Março, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), é anunciado o prejuízo.

 

"A profunda transformação estratégica" justifica o resultado, na óptica da administração. Foram alienadas várias áreas não centrais que tiveram um impacto negativo de 27 milhões. A descontinuidade dos centros de dados em Angola também teve um efeito negativo superior a 10 milhões de euros. Em Angola, também foram constituídas provisões (dinheiro posto de lado para possíveis perdas) relativas à sua subsidiária naquele país, com um impacto negativo de 5,8 milhões. 

 

Além disso, a empresa liderada por Nuno Vieira Lopes (na foto) também rescindiu com pessoal, o que agravou os custos que diz serem extraordinários.

  

As receitas da Glintt ficaram, no ano passado, na ordem dos 69 milhões de euros, 22,7% acima do período homólogo. Este é, aliás, um dos indicadores sublinhados pela tecnológica, que se está a centrar sobretudo na área da saúde, para mostrar que as contas foram prejudicadas por factores não recorrentes. 

Em termos de balanço, de 2014 para 2015, o activo desceu 23% para 168 milhões de euros. Já o passivo aumentou 16% para 94 milhões. Registou-se, assim, uma redução de 39% do capital próprio para 74 milhões. 





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