Banca & Finanças Resolução de bancos não se decide apenas em Bruxelas

Resolução de bancos não se decide apenas em Bruxelas

A presidente do Conselho Único de Resolução da Zona Euro defendeu as virtudes das novas regras de resolução, cujas responsabilidades quis partilhar com autoridades nacionais.  
Resolução de bancos não se decide apenas em Bruxelas
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 17 de maio de 2016 às 11:41

A resolução dos grandes bancos não é decidida num pequeno grupo no centro da Europa. É decidido num grupo que reúne responsáveis de todos os países da Zona Euro. Esta foi a mensagem que Elke König, presidente do Conselho Único de Resolução, quis deixar na conferência "o presente e o futuro do sector bancário", esta terça-feira, 17 de Maio.  


"Nunca esquecer" esta ideia, declarou a responsável, dizendo que é "um mecanismo que junta as autoridades de resolução nacionais", como é o caso do Banco de Portugal. 


Por várias vezes, Elke König (na foto) sublinhou a necessidade de se perceber que a resolução bancária não permite um trabalho individual: "Apenas juntos podemos ser bem-sucedidos". E há muito trabalho pela frente.  


Segundo a líder do Conselho Único de Resolução, a autoridade de resolução a nível europeu, um dos pontos que está por fazer é a construção do "triângulo" necessário para um regime de resolução eficaz: não só a resolução mas também a protecção de depósitos (que está ainda por construir na Zona Euro) e uma "lei de insolvência eficiente".  


De acordo com a presidente, o Conselho Único de Resolução "não está sentado sem fazer nada" nem a preparar funerais de bancos. Um dos seus objectivos é o de que seja possível construir planos de resolução para as principais instituições bancárias da Zona Euro. Assim, poder-se-á trabalhar para "assegurar a estabilidade financeira", disse Elke König na conferência, cuja organização esteve a cargo da Associação Portuguesa de Bancos e da TVI.


A garantia de estabilidade foi a justificação dada pelo Banco de Portugal para proceder à resolução do Banif no final de 2015. Um dos pontos defendidos foi o de que era necessário fazê-lo ainda antes da entrada em vigor das novas regras de resolução, a 1 de Janeiro de 2016, que iriam implicar perdas a depositantes com mais de 100 mil euros, já que não haveria força de assegurar a estabilidade já com essas regras. 


O Conselho Único de Resolução é o organismo que preside e lidera o Mecanismo Único de Resolução, o segundo pilar da União Bancária (o primeiro é a supervisão, que está a cargo do Mecanismo Único de Supervisão; o terceiro é o sistema de garantia de depósitos, ainda por fazer a nível europeu).




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