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Resultados da Portucel agradam aos analistas

As casas de investimento que seguem os títulos da Portucel consideram que os resultados apresentados pela empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira foram «muito bons» e antevêem uma continuação desta tendência, com os preços mais elevados e o aumento das

Paulo Moutinho 15 de Maio de 2006 às 11:17
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As casas de investimento que seguem os títulos da Portucel consideram que os resultados apresentados pela empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira foram «muito bons» e antevêem uma continuação desta tendência, com os preços mais elevados e o aumento das quantidades vendidas de pasta e de papel a suportarem os resultados.

Na passada sexta-feira, a Portucel anunciou que os seus resultados líquidos do primeiro trimestre aumentaram em 71,8% face ao mesmo período do ano anterior, para os 27,6 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano.

Na opinião da analista Sónia Pimpão do Santander, os números apresentados pela Portucel são «muito fortes». Apesar «da estagnação dos preços do papel» as vendas da empresa aumentaram em 3,3% face a igual período de 2005, impulsionadas pelo «volume de papel vendido e os preços da pasta de papel», explica a especialista.

Para o Millennium bcp investimento, o aumento geral das vendas ficou «abaixo da nossa estimativa». Já o BPI destaca pela negativa o aumento de 7% das receitas da divisão de pasta, um nível que se manteve «abaixo do esperado, devido ao menor volume de vendas».

O Millennium realça o facto de os preços do papel em dólares estarem a registar fortes subidas, e de a Portucel «provavelmente não conseguir beneficiar muito deste aspecto, uma vez que o dólar está a perder terreno» face à moeda europeia.

No lado dos custos, o Santander destaca o facto da empresa ter reduzido em 4% os custos operacionais, «graças aos custos variáveis mais reduzidos na unidade de pasta» e à redução de «custos de cerca de 10% com a diminuição da força laboral realizada em 2005».

A empresa anunciou um aumento de 4 pontos percentuais na margem EBITDA/vendas, que passou de 26% para 30%, «atingido o nível mais elevado desde o início de 2003», refere o Santander.

A dívida líquida da Portucel diminui em 52 milhões de euros, para os 684 milhões, devido ao «forte ‘free cash flow’ gerado e a um investimento de capital muito baixo», refere o mesmo banco de investimento.

O Santander prevê que os resultados da empresa de pasta e papel comecem agora a «beneficiar dos preços do papel mais elevados», e que a Portucel continue a «colher frutos da maior eficiência e da redução de pessoal efectuada em 2005», e que os títulos da empresa deverão continuar num «bom momento», impulsionados pelos «bons resultados e pela privatização».

Ao mesmo tempo que reitera a recomendação de «acumular» para os títulos da Portucel, com um preço-alvo de 2,40 euros, o BPI destaca três aspectos importantes: «o resultado da negociação com a agência portuguesa de investimento acerca dos subsídios para a nova máquina de papel; a possível aquisição da Celbi, que poderá gerar elevados ganhos em sinergias; e mais detalhes acerca da privatização».

À semelhança do BPI, o Santander e o Millennium também mantiveram inalterada a sua recomendação para as acções da Portucel.

O Santander tem uma recomendação de «underweight» com um preço-alvo de 2,40 euros enquanto o Millennium mantém a recomendação de «comprar», com um «target» de 2,65 euros.

As acções da Portucel [ptcl], contrariavam a tendência dos restantes títulos e seguiam a valorizar 0,46% para os 2,20 euros.

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