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Resultados “neutrais” da Portucel continuam a dar preferência do BPI à Semapa

A unidade de investimento do Banco BPI considera que as contas da papeleira relativas aos primeiros três meses do ano foram, na sua generalidade, neutrais. Os especialistas do banco dizem que há uma “tendência negativa dos resultados” mas defendem que a cotada continua a ser "sólida".

Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 24 de Abril de 2014 às 10:58
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Há uma “tendência negativa” nos resultados da Portucel, na opinião dos analistas do BPI. Uma conclusão retirada depois da apresentação de um conjunto de resultados que, na sua generalidade, foram “neutrais”. E, apesar de considerarem a papeleira como uma cotada sólida, os especialistas da unidade de investimento preferem o investimento na “holding” que a controla, a Semapa.

 

O lucro da companhia sob o comando de Diogo da Silveira (na foto) deslizou 8,6% para os 40,8 milhões de euros nos três primeiros meses do ano, segundo comunicado ao mercado emitido na quarta-feira. É ligeiramente abaixo do que era esperado pelo BPI Equity Research. Isto depois de o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ter caído, igualmente, 8,6%, “com o impacto negativo dos custos com madeira e electricidade”.

 

Apesar de os números terem ficado acima do que era previsto pela média dos bancos de investimento compilados pela agência Reuters, no caso do BPI os números ficaram ou em linha ou abaixo do previsto. A excepção foram as receitas da papeleira de Setúbal. Neste campo, a Portucel beneficiou essencialmente do segmento do papel que, segundo os especialistas José Rito, Alexandre Leroy e Bruno Bessa, apresentou um “sólido desempenho”. A pasta e a energia apresentaram um comportamento mais negativo.

 

No lado positivo, e apesar da referida “tendência negativa dos resultados”, a Portucel "continua a ser um negócio gerador de liquidez", segundo o BPI. Ainda assim, tendo em conta os resultados “neutrais” obtidos no último trimestre sob o comando de José Honório (que se demitiu e deu lugar a Diogo da Silveira), a unidade de investimento não acredita que exista grande margem de melhoria das estimativas de resultados futuras. Ainda assim, a cotação esperada poderá aumentar em breve.

 

“Ainda vemos algum potencial para a subida do preço-alvo”, diz a unidade de investimento, referindo-se ao actual “target” de 3,15 euros. Em bolsa, as acções da Portucel estão já ligeiramente acima deste valor, ao negociarem nos 3,206 euros (sobem 0,63%), o que leva à recomendação “neutral”.

 

“Mas mantemos a nossa preferência pela Semapa, ao mesmo tempo que sublinhamos que, num cenário de fusões e aquisições em torno das posições minoritárias na Portucel, iremos recomendar aos investidores ficarem alinhados com o grande accionista da Semapa”, apontam os analistas do BPI Equity Research. O grupo de Pedro Queiroz Pereira detém 75,86% dos direitos de voto da Portucel, havendo ainda 6,47% acções próprias detidas pela própria produtora de pasta e papel. 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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