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Revolut duplica prejuízos mas vê receitas mais do que quadruplicar

A fintech aponta para a "viabilidade" do negócio depois de ter visto as receitas crescerem 354% em 2018.

Rita Faria afaria@negocios.pt 01 de Outubro de 2019 às 12:15
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A fintech britânica Revolut mais do que duplicou os seus prejuízos no ano passado, num contexto de forte expansão global, ao mesmo tempo que viu as suas receitas dispararem mais de 300%.

De acordo com os dados revelados esta terça-feira, 1 de outubro, pela empresa, os prejuízos aumentaram de 14,8 milhões de libras em 2017 para 32,8 milhões de libras em 2018.

No entanto, os custos cresceram de forma mais lenta do que as receitas, que aumentaram 354% para 58,2 milhões de libras. A empresa acredita que esta evolução comprova a sua "viabilidade"e diz estar a caminho de triplicar novamente as receitas este ano, segundo o Financial Times, que cita o COO Richard Davies.

A Revolut foi lançada em 2015 com um aplicação e um cartão pré-pago destinado a viajantes, mas desde então já se expandiu para serviços que vão desde a negociação de ações até aos serviços bancários.

A empresa recebeu uma licença bancária na Zona Euro no ano passado, mas demorou mais do que o esperado a começar a operar como um verdadeiro banco. Ao Financial Times, Davies disse esperar que o banco esteja operacional na Lituânia até ao final de 2019, antes de começar a lançar ofertas de crédito em 2020.

A empresa tinha 3 milhões de clientes no final de 2018 e diz estar agora próxima dos 8 milhões, incluindo cerca de 1,1 milhões de utilizadores diários.

Esta segunda-feira, foi noticiado que a Revolut fechou um novo acordo global com a Visa, que lhe permitirá alargar a sua presença a 24 novos mercados. Esse plano de expansão implicará a contratação de 3.500 novos funcionários.

Até ao final do ano, a empresa quer entrar nos mercados dos Estados Unidos e Singapura e, posteriormente, do Canadá e Japão.  

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