Energia Rodrigo Costa: Novo plano da REN "não tira quaisquer investimentos do mapa"  

Rodrigo Costa: Novo plano da REN "não tira quaisquer investimentos do mapa"  

"Os investimentos são os mesmos que sempre estiveram lá", afirmou à Lusa Rodrigo Costa. O ministro da Economia diz que deixa de lado projectos "megalómanos".
Rodrigo Costa: Novo plano da REN "não tira quaisquer investimentos do mapa"   
Miguel Baltazar
Lusa 16 de fevereiro de 2018 às 15:33

O presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, disse hoje que o Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede de Transporte de Eletricidade (PDIRT-E 2017) "não tira quaisquer investimentos do mapa", tendo mudado apenas a metodologia.

 

"Os investimentos são os mesmos que sempre estiveram lá", afirmou à Lusa Rodrigo Costa, à margem da inauguração do 'datacenter' da REN - Redes Energéticas Nacionais, em Famalicão.

 

A REN - Redes Energéticas Nacionais propôs uma redução de 30% no investimento até 2022, segundo o PDIRT-E 2017, que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) colocou na quinta-feira em consulta pública.

 

Segundo Rodrigo Costa, o que mudou foi a "metodologia" de elaboração do plano de investimento, com um maior detalhe num horizonte de curto prazo, apresentando o que "tem de ser feito" num período de três anos.

 

"Desta vez, tentámos ser mais claros em relação a explicar o que são os investimentos que têm de acontecer porque a rede precisa. Mas todos os nossos planos são realistas, a forma como os planos são apresentados é que é diferente", referiu.

 

Rodrigo Costa disse esperar que o plano seja "finalmente" aprovado, para se conseguir um ritmo de investimentos "mais equilibrado e mais previsível".

 

Recorde-se que, há dois anos, a ERSE considerou desajustada a proposta de investimento da REN na rede de transporte de electricidade entre 2016-2025 (o PDIRT-E 2015), que ascendia a um total 1.165 milhões de euros.

 

Na inauguração do 'datacenter' (centro de dados) da REN, o ministro da Economia afirmou hoje que PDIRT-E 2017 é "mais realista", deixando de lado projectos "megalómanos" anteriormente propostos.

 

Segundo a ERSE, só o investimento previsto para os primeiros cinco anos do plano, de 607 milhões de euros, representaria um aumento na tarifa de uso da rede de transporte no ano de 2020, comparativamente com o nível tarifário em 2015, entre cerca de 2,6% e 5,3%.

 

O regulador do sector energético elogiou a definição pela REN dos projectos na rede de transporte de electricidade sobre os quais o Estado tem que tomar uma decisão final, o que pode "facilitar a aprovação do plano".

 

Segundo a REN - Redes Energéticas Nacionais, "o montante global de investimento que carece de Decisão Final de Investimento (DFI) nesta edição de PDIRT [Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede de Transporte de Eletricidade 2017] é de aproximadamente 193 milhões de euros", sendo que desse valor cerca de 10 milhões de euros estão condicionados a factos que só serão verificados após a conclusão do plano, com data de Junho de 2017.

  

Ministro da Economia diz que plano de investimento "mais realista" 

 

Já o ministro da Economia afirmou que o plano é "mais realista" e deixa de lado projectos "megalómanos" anteriormente apresentados.

 

"O que fizemos foi um trabalho muito rigoroso ao nível de estudar cada um dos investimentos e a sua necessidade, para garantir que os investimentos necessários serão feitos, mas para garantir também que não se fazem investimentos a mais que depois se reflectiriam a prazo em custos para os consumidores", referiu Manuel Caldeira Cabral.

 

Falando em Famalicão, durante a inauguração do 'datacenter' da REN -- Redes Energéticas Nacionais, o ministro da Economia sublinhou que o objectivo é dar "estabilidade e previsibilidade ao investimento", deixando de lado planos "megalómanos" anteriormente apresentados que tinham "investimento a mais", o que se iria reflectir em custos para os consumidores.

 




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