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Ryanair e EasyJet podem vir a criar novas rotas após falência da SkyEurope

A Ryanair e a EasyJet, as maiores companhias aéreas de baixo custo, podem vir a criar novas rotas na Europa Central depois de a falência da SkyEurope lhes ter deixado em aberto a possibilidade de aumentarem as suas quotas de mercado.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 02 de Setembro de 2009 às 14:00
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A Ryanair e a EasyJet, as maiores companhias aéreas de baixo custo, podem vir a criar novas rotas na Europa Central depois de a falência da SkyEurope lhes ter deixado em aberto a possibilidade de aumentarem as suas quotas de mercado.

A Wizz Air, uma transportadora “low-cost” da Hungria, já aumentou o número de voos que partem de Praga, capital da Republica Checa, quer expandir na Eslováquia e abrir a primeira rota de Vienna.

A Ryanair já disse que vai tomar em consideração as oportunidades na região e a EasyJet afirmou que a taxa de ocupação dos seus aviões deve aumentar.

“A RyanAir e em menor grau a Wizz Air vão ser as duas únicas com capacidade de se deslocarem para esse mercado, se conseguirem os acordos certos”, disse um analista da Bloxham Stockbrokers.

A SkyEurope procedeu a um pedido de falência no dia 31 de Setembro, depois de ter ficado sem fundos para financiar a sua actividade e deixando centenas de passageiros nos aeroportos. A operadora começou a operar em 2002 e expandiu as suas operações até transportar cerca de 3,7 milhões de passageiros ao ano, para 29 destinos diferentes.

A SkyEurope, que estava listada no mercado Vienna e operava uma frota de 737, recebeu protecção de crédito numa audiência do tribunal a 22 de Junho e disse a 16 de Julho que estava em conversações para assegurar novos financiamentos.

“O facto de a SkyEurope ter desaparecido abre boas oportunidades para bons acordos de ‘low-costs’ em aeroportos onde a Sky operava”, disse o porta-voz da Ryanair num entrevista telefónica. “Vai haver oportunidades nesses aeroportos e nós estamos mais do que satisfeitos por as aproveitar”, concluiu o porta-voz.

A SkyEurope ocupava cerca de 5% do tráfego de Ruzyne, principal aeroporto de Praga, disse uma porta-voz, que recusou adiantar se mais companhias aéreas, além da Wizz, já demonstraram interesse em ocupar rotas que saíram da cidade.

“Nós analisamos rotas continuamente e se sentirmos que há boas perspectivas financeiras para operarmos nessas rotas, então vamos certamente ficar com essas rotas”, disse um porta-voz da EasyJet.

A SkyEurope teve um prejuízo líquido de 18,4 milhões de euros no trimestre que terminou a 31 de Março. Um valor que compara com um prejuízo de 17,2 milhões de euros, um ano antes. A companhia que gere o principal aeroporto de Viena, rompeu com a Skyeurope a 14 de Agosto, por esta ter falhado o pagamento de contas.

Os gestores do aeroporto de Praga deixaram de prestar serviços à SkyEurope a 31 de Agosto.

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