Desporto Benfica constituído arguido no caso E-Toupeira. SAD vai impugnar

Benfica constituído arguido no caso E-Toupeira. SAD vai impugnar

Dois administradores do clube da Luz prestaram declarações esta segunda-feira ao Ministério Público.
Benfica constituído arguido no caso E-Toupeira. SAD vai impugnar
Pedro Curvelo 27 de agosto de 2018 às 19:08
A SAD do Benfica foi constituída arguida no caso E-Toupeira. A notícia foi confirmada esta segunda-feira pelo Correio da ManhãDois administradores do clube da Luz prestaram declarações esta segunda-feira ao Ministério Público. 

Em comunicado, a administração da SAD "encarnada" classifica a decisão de constituir a sociedade como arguida de decisão "ilegal e inconstitucional". A SAD vai mais longe e anuncia que vai avançar "com a imediata impugnação da constituição como arguida e o competente pedido de incidente de suspeição sobre o magistrado titular do inquérito".

 

No documento, a SAD do Benfica fala de uma "senda persecutória movida contra o Benfica por parte de alguns responsáveis pelas investigações". Considera ainda que "a constituição da Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD como arguida, como agora é possível concluir, não tem que ver com a matéria de facto e com as provas constantes do inquérito, como se comprova pela ausência absoluta de factos, circunstâncias e provas que incriminem a SAD".

 

No texto, a SAD pede que se ponha fim à "perversa, ilegal e discriminatória perseguição movida por alguns responsáveis ao Sport Lisboa e Benfica".

 

O caso "e-Toupeira" incide sobre a alegada utilização de credenciais informáticas de acesso à plataforma Citius para consultar a informação de processos judiciais que envolvessem o Benfica. Em causa estão suspeitas dos crimes de violação do segredo de justiça, burla informática, corrupção e peculato, entre outros.

Entre os outros arguidos, segundo a Sábado, estão José Silva (funcionário judicial dos tribunais de Guimarães e Fafe), Paulo Gonçalves (antigo assessor jurídico do Benfica), Júlio Loureiro (oficial de Justiça), Óscar Cruz (empresário de futebol), e José Ribeiro (um outro funcionário judicial já reformado). 




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