Banca & Finanças Salgado recusa reunião com Deloitte na auditoria forense do Banco de Portugal

Salgado recusa reunião com Deloitte na auditoria forense do Banco de Portugal

Responder positivamente ao encontro com a Deloitte seria "um aparente e falso exercício de contraditório", na opinião de Salgado. O ex-banqueiro entende que não há condições para "apreciação objectiva", dado que as notícias sobre alegadas transferências de dinheiro não foram desmentidas.
Salgado recusa reunião com Deloitte na auditoria forense do Banco de Portugal
Diogo Cavaleiro 13 de novembro de 2014 às 20:01

Ricardo Salgado não vai reunir-se com a Deloitte no âmbito da auditoria forense determinada pelo Banco de Portugal e que está a ser feita em conjunto com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

"A colaboração com a Deloitte constituirá uma mera formalidade, com vista a criar um aparente e falso exercício de contraditório", comenta fonte próxima do homem que liderou o Banco Espírito Santo de 1991 a Junho de 2014.

 

A Deloitte havia convidado Salgado e os restantes nove membros da comissão executiva do BES para uma reunião com elementos da equipa da auditora "no contexto do processo de auditoria em curso", segundo afirmou o antigo banqueiro quando deu a conhecer publicamente essa reunião.

 

"Ricardo Salgado entende, dada a ampla repercussão pública - nos meios de comunicação social – e que não foram até ao momento desmentidos pelo Banco de Portugal ou por qualquer entidade envolvida na auditoria forense, ao contrário do que sucedeu no passado com outras notícias, que neste contexto não existem condições para uma aprecição objectiva dos temas em análise", indica a mesma fonte ao Negócios.

 

Salgado entende, segundo o que diz esta fonte próxima, que não foi tratado de forma leal neste processo – "num contexto de normalidade e lealdade teria todo o gosto e interesse em participar numa reunião com a referida equipa de auditoria".

 

Segundo uma notícia da SIC de domingo, que se baseia em conclusões da auditoria forense, nas últimas semanas da gestão de Salgado terão sido feitas transferências relevantes para destinos incógnitos através de quatro off-shores. De acordo com o i e o Correio da Manhã, quatro das cinco linhas de investigação da auditoria estarão já fechadas.

 

 

 




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