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Salgado diz Monteiro de Barros «tem legitimidade» para entrar na administração da PT

O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, disse hoje ao Negocios.pt que há «legitimidade» para apoiar uma eventual entrada de Monteiro de Barros no Conselho de Administração da Portugal Telecom (PT).

João Mata 30 de Janeiro de 2002 às 15:22
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O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, disse hoje ao Negocios.pt que há «legitimidade» para apoiar uma eventual entrada de Monteiro de Barros no conselho de administração da Portugal Telecom (PT).

Referindo-se a Monteiro de Barros, o presidente do BES [BESNN] adiantou ao Negocios.pt que «há legitimidade para apoiar uma entrada no conselho de administração (da PT)», sugerindo que veria com bons olhos essa possibilidade.

Ricardo Salgado justificou esta posição afirmando que Monteiro de Barros «é um grande empresário a nível internacional, que pode dar um grande apoio à PT [PTC] no seu desenvolvimento» e que este «adquiriu um lote muito grande de acções».

O presidente do BES falava à margem da cerimónia de assinatura do acordo de fusão entre a Bolsa de Valores de Lisboa e Porto (BVLP) e a Euronext.

A posição de 2% adquirida por Monteiro de Barros no capital da PT, que levou o empresário a ser um dos maiores accionistas individuais da operadora, implicou um investimento de aproximadamente 200 milhões de euros.

Luís Silva, que controla 2,7% da PT, é administrador não executivo da operadora nacional. O Bradesco e o Unibanco, que controlam em conjunto 1% da PT também estão representados no CA da empresa liderada por Murteira Nabo.

Em declarações prestadas esta semana ao Negocios.pt, Monteiro de Barros adiantou que uma eventual entrada no conselho de administração da operadora «depende dos accionistas», acrescentando que este «vai ser um assunto que será discutido na AG anual».

Monteiro de Barros integra o conselho de administração do Espírito Santo Financial Group (ESFG), mas Ricardo Salgado afastou a hipótese de que esse facto possa levar a uma aliança entre o empresário e o BES, que controla quase 10% da PT.

O presidente do BES sublinhou que Monteiro de Barros «investiu os seus próprios capitais e é um investidor muito independente, que pode dar um contributo muito importante à PT».

«É sempre um reforço para a PT», afirmou Ricardo Salgado, referindo que os accionistas portugueses «verão nele (Monteiro de Barros) esse potencial de reforço do núcleo nacional».

As acções do BES seguiam a perder 0,34% para os 14,45 euros, enquanto a PT recuava 2,25% para os 8,70 euros.

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