Banca & Finanças Santander Totta passaria Novo Banco com compra do Popular

Santander Totta passaria Novo Banco com compra do Popular

O Grupo Santander está na corrida à compra do Popular. Em Portugal, o êxito desta operação faria do Santander Totta o terceiro maior banco no país, à frente do Novo Banco.
Santander Totta passaria Novo Banco com compra do Popular
Pedro Elias/Negócios
Maria João Gago 21 de maio de 2017 às 22:00

O Santander Totta poderá tornar-se o terceiro maior banco a operar em Portugal, superando o Novo Banco, caso a casa-mãe espanhola saia vencedora da corrida ao Banco Popular. Se o Grupo Santander conseguir comprar a instituição liderada por Emilio Saracho, o seu banco em Portugal deverá absorver o negócio doméstico do Popular, o que lhe permitirá crescer quase 18% em dimensão.

Com a integração do Popular Portugal, o Santander Totta ultrapassaria o Novo Banco também em depósitos e em crédito. Mas voltaria a ter uma carteira de financiamento superior ao valor das poupanças de clientes.

Segundo a imprensa espanhola, o Santander e o Bankia, banco de capitais públicos, são os principais candidatos à compra do Popular. O grupo liderado por Ana Botín está a trabalhar com o Citigroup para avançar com uma proposta de compra do rival espanhol, que pretende tomar uma decisão sobre uma eventual fusão antes de 10 de Junho.

A nova administração do Popular decidiu avançar com um processo que permita a sua integração noutro grupo como forma de resolver o problema do crédito malparado. A carteira de activos problemáticos do banco ascende a 37 mil milhões de euros e é a principal razão para o nível de crédito em risco ser três vezes superior à média dos seus concorrentes espanhóis.

Além disso, o Popular está sob pressão para reforçar os seus rácios de solidez, já que apresenta o nível mais baixo entre os bancos espanhóis cotados (7,33%). E depois de ter registado prejuízos de 3,6 mil milhões no ano passado, as imparidades para o crédito imobiliário voltaram a penalizar as contas do primeiro trimestre: o resultado foi negativo em 137 milhões.

O Governo de Madrid já afastou a possibilidade de injectar dinheiro público no Popular, cenário que ainda estará em cima da mesa da administração. Segundo noticiou o El País na sexta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) prefere a venda da instituição liderada por Emilio Saracho, o terceiro presidente em menos de um ano, por dar mais garantias para solucionar os problemas do banco. 




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