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Santander afasta despedimento colectivo em Portugal

O Santander Totta vai manter a reestruturação que tem sido feita nos últimos anos mas afasta o despedimento colectivo, ao contrário do que acontecerá em Espanha. A instituição liderada por Vieira Monteiro abre portas a contratar no ex-Banif.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Abril de 2016 às 11:47
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Não está previsto um processo de despedimento colectivo no Santander Totta. A garantia foi dada pela administração do banco aos sindicatos de Federação do Sector Financeiro (Febase). O que não quer dizer que não haja ajustamentos, depois da compra do Banif. Mas, da mesma forma, também há margem para ir buscar funcionários ao veículo de gestão que tem os activos e os trabalhadores que o Santander não quis em Dezembro. 

 

"A administração do Banco Santander Totta foi clara ao afirmar que não está na sua perspectiva efectuar qualquer despedimento colectivo em Portugal. Até porque, adiantou, o BST funciona autonomamente do grupo em Espanha", indica a nota publicada no site oficial da Febase, com data de 15 de Abril.

 

A garantia foi dada depois de, no início do mês, terem sido anunciados despedimentos em Espanha, que podem atingir cerca de 1.200 funcionários do Santander em Espanha, a casa-mãe do português Santander Totta.

 

Ainda assim, e embora não queira fazer despedimentos colectivos, o banco presidido por António Vieira Monteiro (na foto) pretende manter a reestruturação em curso, "nos moldes em que tem decorrido nos últimos anos". O banco tem registado saídas pontuais. De 2013 a 2015, saíram perto de 200 funcionários num quadro com mais de cinco mil trabalhadores.

 

O Santander Totta engordou a sua força de trabalho no final do ano passado quando, a 20 de Dezembro, foi aplicada a medida de resolução com a venda da actividade do Banif. Nessa operação, ficou com 1.100 trabalhadores da instituição de capitais espanhóis. Mas esse aumento de pessoal não levará ao despedimento colectivo, disse a administração, de acordo com a nota.

 

Os restantes 500 trabalhadores do Banif foram transferidos para o veículo de gestão de activos Oitante, não integrando o Santander Totta. Neste momento, parte está a vender imóveis ou a recuperar crédito malparado mas a grande maioria dos funcionários está concentrada na prestação de serviços ao próprio Santander, já que há serviços que ainda não foram transferidos (como o sistema informático). O que deverá terminar após o Verão. 

 

"A administração admitiu a possibilidade de que, embora pontualmente, o banco vir a contratar alguns trabalhadores da empresa-veículo Oitante cujas competências sejam úteis à instituição", indica ainda a nota da Febase. 

A divisão entre os funcionários que foram para o Totta (que beneficiaram dos aumentos salariais deste ano no banco) e os que transitaram para a Oitante motivou várias queixas de sindicatos, nomeadamente junto do Provedor de Justiça. 

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