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Santander oferece prémio de 25% para absorver Banesto

O banco espanhol Santander estudará a possibilidade de absorver o Banco Espanhol de Crédito, que faz já parte do grupo Santander. O prémio de risco corresponderá a 25% do valor registado em bolsa na sessão de sexta-feira

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Rita Dias Baltazar rbaltazar@negocios.pt 17 de Dezembro de 2012 às 10:45

O banco espanhol Santander estudará, esta segunda-feira, a possibilidade de absorver o Banco Espanhol de Crédito, Banesto, integrado no grupo Santander em 1994.

 

Após ser informada da operação a entidade reguladora do mercado de valores suspendeu a cotação em bolsa das duas instituições bancárias. No comunicado aos reguladores, citado pelo “El País”, o Santander explica que esta operação se trata de “um processo de integração comercial” que passa por agrupar o Banesto sob a marca Santander.

 

A comissão nacional do mercado de valores justificou a suspensão, afirmando que as circunstâncias poderiam interferir com “as operações” sobre aqueles títulos, segundo o “El País”.

 

Na última sexta-feira, antes da suspensão das negociações dos títulos em bolsa, o Santander fechou a negociar 5,90 euros, não registando alterações em relação à sessão anterior. Já o Banesto perdeu, na mesma sessão, 0,3% para 2,99 euros.

 

O Santander oferecerá 0,633 das suas acções por cada acção do Banesto, de acordo com o "Cinco Días". Os accionistas minoritários do Banesto, que representam 10,26% do capital, receberão acções em circulação do Banco Santander com um prémio de24,9% sobre o valor em bolsa registado na última sexta-feira, 14 de Dezembro.

 

Até Setembro de 2012, o Santander registou um resultado líquido de 1,8 milhões de euros, o que corresponde a uma queda de 66%, face ao mesmo período de 2011. O Banesto verificou, no mesmo período, um resultado líquido de 50,1 milhões de euros, menos 82,2% relativamente a igual período de 2011.

 

Os efeitos imediatos desta absorção far-se-á sentir com o encerramento de perto de 700 escritórios e uma redução progressiva do número de postos de trabalho, segundo o “Cinco Dias”. Com esta fusão deverá conseguir-se uma poupança de 10% nos custos, perto de 420 milhões de euros, no terceiro ano e um aumento de 100 milhões de euros das receitas.

 

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