Banca & Finanças Santander Totta consegue aumento de capital de 300 milhões

Santander Totta consegue aumento de capital de 300 milhões

O Santander Totta tem um capital social 300 milhões de euros mais sólido do que até aqui. O banco fez a operação, anunciada em Novembro, para amortizar acções preferenciais e nega que a compra do Banif tenha trazido alterações.
Santander Totta consegue aumento de capital de 300 milhões
Diogo Cavaleiro 05 de janeiro de 2016 às 17:27

O Santander Totta foi alvo de um reforço de capital. Uma operação que, explicou a instituição financeira, servirá para reembolsar acções preferenciais. O encaixe chega duas semanas depois de o banco liderado por António Vieira Monteiro ter conseguido ficar com a actividade do Banif mas o banco diz que os objectivos da operação se mantiveram inalterados.

 

"Foi totalmente subscrito o aumento de capital social acima referido, compreendendo a emissão de 300.000.000 acções ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de 1 euro, com o valor de emissão e preço de subscrição unitário de 1 euro, que foram oferecidas à subscrição dos accionistas do banco, no exercício dos respectivos direitos legais de preferência", informa o banco em comunicado emitido através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Com a operação, em que todas as acções foram subscritas pelos accionistas (Santander, através do Santander Totta SGPS, com 97,65% do capital, a Taxagest SGPS, com 2,22% das acções e pequenos accionistas), o capital social do Totta passou de 656,7 para 956,7 milhões de euros.

 

Compra do Banif não altera objectivo do aumento do capital

 

A justificação para a operação era, em Novembro, a de "optimização da estrutura de capitais próprios da Santander Totta – SGPS, S.A. e do Banco Santander Totta, S.A. a título individual, não se verificando qualquer alteração substancial na estrutura e no capital afecto a este grupo".

 

O reforço de capital era explicado com o intuito de o reembolso de 300 milhões de euros compensar a amortização de acções preferenciais que tinham sido emitidas por uma subsidiária do banco. Na altura, foi explicado que não haveria qualquer impacto positivo nos rácios de capital do aumento de capital – no final de Setembro, o Santander Totta apresentava um nível de solidez de 15,7%, uma subida de 0,8 pontos percentuais face a igual período do ano passado.


Esta justificação foi dada em Novembro. A 20 de Dezembro, houve uma mudança na instituição financeira: o Santander Totta estava na corrida para ficar com o Banif e acabou por comprá-lo. Um negócio que não coloca "nenhuma alteração substancial" aos objectivos deste aumento de capital, segundo fonte oficial do banco.

Em comunicado logo após a compra do Banif, a 20 de Dezembro, o Santander informou que a aquisição do banco do Funchal tinha um impacto "imaterial" no capital do grupo financeiro. Com a operação, a quota de mercado foi alargada em 2,5 pontos percentuais para um total de 14,5% do mercado financeiro (com maior peso na Madeira e nos Açores), superando o Banco BPI e passando a quarto instituição do sistema bancário português. 

 

Como ficou o Santander com o Banif

O Santander esteve a correr pelo Banif até 18 de Dezembro de 2015. Contudo, as autoridades nacionais e europeias consideraram que não era possível avançar com a venda do Banif (sem ajuda do Estado) e optaram por uma medida de resolução (que, envolvendo ajuda do Estado, implicasse também perdas a accionistas e detentores de dívida subordinada).

No âmbito desta operação, o Totta escolheu os activos e passivos que pretendia do banco fundado por Horácio Roque. Na operação, o Santander Totta pagou 150 milhões de euros mas ficou escudado numa injecção de 2.255 milhões de euros para compensar a desvalorização dos activos transferidos (acrescido de uma garantia de 323 milhões de euros caso ainda existissem surpresas adicionais). 

O Totta ficou com cerca de 1.000 trabalhadores do Banif e a sua rede de 150 balcões de banca tradicional.

 

 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI