Empresas Santi Cianci, o CEO da Generali Portugal que vai aproveitar a reforma no país pelo qual "se apaixonou"

Santi Cianci, o CEO da Generali Portugal que vai aproveitar a reforma no país pelo qual "se apaixonou"

Santi Cianci está agora de saída da função de CEO da Generali em Portugal, depois de ter ocupado o cargo durante 15 anos e de se ter reformado em novembro. Ao seu sucessor, Pedro Carvalho, deseja "êxito na nova missão".
Santi Cianci, o CEO da Generali Portugal que vai aproveitar a reforma no país pelo qual "se apaixonou"
Rita Atalaia 15 de janeiro de 2020 às 14:45
A compra da Seguradoras Unidas pela Generali representa um arranque de um novo desafio para uns, mas também o fim de uma longa caminhada para outros. É o caso de Santi Cianci, que depois de mais de quatro décadas no grupo italiano, e de ter entrado na reforma em novembro, despede-se agora da equipa que liderou enquanto CEO da Generali em Portugal. País onde está há 15 anos e de onde não pretende sair. 

"Os meus dias como CEO da Generali Portugal acabaram no último dia 8 de janeiro e chegou o momento da minha despedida", começa por dizer Cianci numa carta de despedida enviada aos colaboradores, a que o Negócios teve acesso, relembrando que está "reformado desde novembro" e que ficou "no cargo até essa data, a pedido dos acionistas, para permitir a transição para a eleição de um novo CEO que vai levar adiante o projeto de integração da Generali com a Seguradoras Unidas". 

Foi no início de janeiro que a Generali anunciou a conclusão da compra da Seguradoras Unidas, na qual se inclui a Tranquilidade, e da prestadora de serviços de saúde AdvanceCare, por um valor de perto de 600 milhões de euros. Isto depois de ter obtido todas as autorizações necessárias por parte das entidades reguladoras e autoridades da concorrência.

"Esse projeto é muito ambicioso e vai dar ao Grupo Generali uma posição de liderança no mercado de seguros português", garante o até agora CEO da Generali em Portugal, que está no grupo desde 1979. 

Santi Cianci liderou a companhia italiana em Portugal durante estes 15 anos, sendo que antes ocupava o cargo de vice-CEO no Brasil.

Os últimos 15 anos foram vividos em Portugal, país "pelo qual me apaixonei e onde vou continuar a morar com a minha mulher", refere Santi Cianci, garantindo ter conseguido "realizar muitos objetivos reforçando o posicionamento estratégico das duas companhias (Não Vida e Vida) com um crescimento orgânico bem estruturado e sólido". 

E deixa uma palavra de "agradecimento especial" a "todos os mediadores (agentes e corretores) que permitiram à Generali de dar um salto de dimensão e qualidade durante estes últimos anos e com quem mantive um relacionamento pessoal baseado em grande estima reciproca e profissionalismo". 

Cianci destaca "entusiasmo" e "vontade" do novo CEO
Cianci, que vai continuar membro do conselho de administração das duas companhias da Generali até à conclusão da fusão com a Seguradoras Unidas, vai agora ser substituído pelo português Pedro Carvalho.

Ao novo CEO da Generali em Portugal, deseja "pleno êxito na nova missão de integração das companhias e tenho certeza que com o entusiasmo, a vontade dele e com o apoio de todos (colegas e mediadores) isso será relativamente mais fácil".

Pedro Carvalho é, desde 2015, membro do conselho de administração da Seguradoras Unidas e vice-presidente da comissão executiva do grupo. Antes, o gestor de 44 anos foi responsável pelo "marketing" e vendas do grupo Sonae, mas esteve também mais de uma década na McKinsey.

Apesar das mudanças na gestão, fonte próxima do processo garantiu ao Negócios que as marcas da Seguradoras Unidas, que inclui a Tranquilidade, Açoreana, Logo e Europ Assistance, vão manter-se tal como existem hoje.




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