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Santos Pereira: "O Governo não vai responder a chantagens"

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou, perante as ameaças do presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, sobre a central do Pego e as novas barragens no Mondego, que "o país está primeiro".

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 16:17
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O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, assegurou, após o Conselho de Ministros, que em relação à ameaça de encerramento da central do Pego, por parte da Endesa, "o Governo não vai responder a chantagens".

Em causa está uma medida que elimina a remuneração por garantia de potência durante o programa de assistência financeira a Portugal, o que priva a central de ciclo combinado que a Endesa tem no Pego (Abrantes) de uma receita de cerca de 15 milhões de euros por ano. O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, já indicou que a central irá ficar fechada, uma vez que sem a garantia de potência terá prejuízo.

“As decisões que tomámos são fundamentais para o nosso bem-estar e para a sustentabilidade do sector eléctrico nacional”, contrapôs o ministro da Economia, admitindo que o fim da garantia de potência elimina o incentivo a três centrais térmicas, sendo duas da EDP e uma da Endesa.

Após o programa de assistência a Portugal essas centrais voltarão a receber garantia de potência, mas substancialmente inferior à que auferiam até agora, que era de 20 mil euros por megawatt instalado. A futura remuneração será de 6 mil euros por MW.

“Eu compreendo a posição de alguns empresários, no entanto, o País está primeiro e o interesse nacional está primeiro”, comentou Álvaro Santos Pereira, a propósito do posicionamento de Nuno Ribeiro da Silva.

O novo mecanismo de garantia de potência irá ser pago às futuras barragens, onde se incluem vários empreendimentos da EDP, da Endesa e da Iberdrola. Mas a reformulação dessa remuneração por parte do Governo deverá poupar ao sistema eléctrico e aos consumidores 335 milhões de euros até 2020, indicou o ministro da Economia.
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