Empresas Science4you sobre IPO: Raize inspirou, Sonae MC não desmotivou

Science4you sobre IPO: Raize inspirou, Sonae MC não desmotivou

Numa altura de agitação para o mercado de capitais português, a Science4you inspira-se na Raize, que concluiu a entrada em bolsa com sucesso, e deixa de lado o exemplo da Sonae MC, que não considera comparável.
Science4you sobre IPO: Raize inspirou, Sonae MC não desmotivou
Pedro Elias
Ana Batalha Oliveira 08 de novembro de 2018 às 14:20
A Science4you anunciou um IPO numa altura em que o mercado de capitais português tem visto alguma turbulência: a Raize entrou, a Sonae MC teve entrada marcada mas desistiu, tendo em conta as condições de mercado. Mas é à primeira que a empresa de brinquedos se compara, e que motivou mesmo este novo passo da Science4you.

"A Raize acaba por ser um bocadinho o trigger para nos dizer que é isto que queremos fazer. É uma operação muito mais parecida com a nossa [do que a da Sonae MC] e permite-nos olhar para ela e dizer que é possível", partilhou o CEO, Miguel Pina Martins. As conversações com a Euronext já decorriam há cerca de três anos, mas é o "sucesso muito grande" que reconhece à IPO da Raize que deixa a Science4you optimista acerca da própria entrada.

O exemplo mais recente da Sonae, pelo contrário, não desmotiva. O CEO sublinha que a operação da Sonae difere, desde logo, no volume de capital - os 400 milhões de euros que a gigante do retalho queria angariar estão longe dos cerca de 15 milhões que a empresa de brinquedos propõe. Para além disto, afasta os dois modelos de negócio, pois a Sonae MC é uma empresa "já de há algum tempo" e a Sience4you está focada no e-commerce.

Apesar deste racional, Miguel Pina Martins assume que a situação da Sonae comporta "sinais, que vamos ter de interpretar, e vamos ter de estar muito atentos ao que o mercado disser nos próximos dois meses". De qualquer forma, reafirma que se movem em direcção aos mercados "com muita positividade e a acreditar que vamos conseguir".

No anúncio oficial da IPO, que fez no espaço da startup Lisboa no Web Summit, Miguel Pina Martins afirmou que esta dinâmica de mercado seja uma "inspiração para as PME portuguesas" e que contribua para "mudar o paradigma dos últimos cinco anos", período no qual as entradas em bolsa têm estado estagnadas.

Num comunicado publicado na CMVM, a fabricante de brinquedos portuguesa diz que tem "intenção de lançar uma Oferta Pública de Distribuição (…) e solicitar a respectiva admissão à negociação no sistema de negociação multilateral Euronext Growth". Este é o mercado não regulamentado da bolsa portuguesa, dedicado às empresas com capitalizações mais baixas e do sector tecnológico.

 

O objectivo passa por emitir novas acções no valor de 8,25 milhões de euros e vender aos investidores acções detidas pelos actuais accionistas, sendo que a operação total pode chegar aos 15 milhões de euros.




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