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Scottish & Newcastle passa a controlar 100% da Centralcer por 429 milhões (act)

A britânica Scottish & Newcastle anunciou hoje a aquisição de 100% do capital da Parfil, que lhe possibilita passar a controlar a totalidade do capital da Central de Cervejas e da Água de Luso por 429 milhões de euros, valor que inclui activos e dívida.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Maio de 2003 às 09:15
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A cervejeira britânica Scottish & Newcastle anunciou hoje a aquisição de 100% do capital da Parfil, que lhe possibilita passar a controlar a totalidade do capital da Central de Cervejas e da Sociedade da Água de Luso por 429 milhões de euros, valor que inclui activos e dívida.

O interesse da empresa escocesa em reforçar a sua posição na empresa que produz a Sagres era já conhecida.

Pelos activos da Centralcer e Água de Luso (SAL) a Scottish & Newcastle (S&N) vai pagar 342 milhões de euros, assumindo ainda a dívida da segunda maior cervejeira nacional de 157 milhões de euros e da empresa de águas.

Do montante da dívida, 70 milhões de euros são já da responsabilidade da S&N, que controlava 49% da empresa, pelo que o valor do negócio ascende a 429 milhões de euros.

No final do ano passado os activos da Centralcer e SAL eram de 234 milhões de euros, com os resultados antes de impostos a somarem 37 milhões de euros.

Do grupo accionista que aliena agora a sua posição na Parfil fazem parte a Portugália, Administração de Patrimónios SA, a Companhia de Cervejas Estrela, o Banco Espírito Santo, a Fundação Bissaya Barreto, a Olinveste SGPS, a STDP-SGPS e a Corporación Masaveu.

A S&N já controlava 49% da Centralcer e da SAL, através de uma aquisição realizada há dois anos que custou 149,64 milhões de euros, depois de um acordo com a Parfil.

S&N assegura gestão portuguesa da Centralcer e aposta na marca Sagres

«O negócio insere-se numa conjuntura internacional em que o sector cervejeiro se tem vindo a consolidar, tanto a nível europeu como mundial», refere um comunicado da empresa britânica, explicando que «a forte competitividade que caracteriza o mercado de produtos de grande consumo, como é o caso da cerveja, tem vindo a dinamizar, nos últimos anos, a constituição e fortalecimento de grandes grupos internacionais no sector, tornando-se cada vez mais difícil às empresas sobreviver de forma isolada».

A mesma fonte salienta que a Centralcer vai continuar «a ser gerida por um núcleo independente de gestores, na sua maioria de nacionalidade portuguesa».

A operação, prevista estar terminada em Junho de 2003, está ainda sujeita à autorização da entidade reguladora de concorrência da Comissão Europeia.

«A cerveja Sagres, a mais portuguesa das marcas de cerveja nacionais e de maior notoriedade a nível internacional, não verá comprometida a sua identidade portuguesa e continuará a ser a primeira marca da SCC, que comercializa já, além das suas próprias cervejas - Sagres, Imperial, Bohemia, Topázio e Onix - grandes marcas internacionais como a Kronenbourg 1664, a Foster"s, a Budweiser, a John Smith"s, a Beamish, a Grimbergen e a Heineken», refere o mesmo comunicado.

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