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Secretário de Estado da Energia acredita que barragens não agravarão factura eléctrica

Artur Trindade reafirmou esta terça-feira que as novas barragens “venderão a sua energia no mercado” e que se algum impacto houve para os contribuintes foi o facto de o Orçamento do Estado ter recebido “centenas de milhões de euros” com a adjudicação destas concessões.

Bruno Simão/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2014 às 17:58
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O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, prevê que as barragens que irão entrar em operação em Portugal ao longo dos próximos anos não se traduzirão num agravamento de custos para o consumidor de electricidade, uma vez que ao ampliar a oferta do lado da geração contribuirão para uma maior concorrência no mercado grossista do sector eléctrico.

 

“Tirando o efeito da garantia de potência, que outras centrais também terão, que será limitada a 10 anos e que é apenas uma pequena parte da remuneração, as barragens não têm qualquer custo para o consumidor”, afirmou o governante, após participar na conferência “The Lisbon Summit”, promovida pela revista “The Economist” em Cascais.

 

Durante a conferência Artur Trindade foi confrontado pelo advogado Agostinho Miranda com o custo global de 15 mil milhões de euros associado aos empreendimentos do plano nacional de barragens e com o seu impacto nos contribuintes. O secretário de Estado da Energia respondeu qualificando como “absurdo” que se associe as novas barragens, que serão construídas pela Iberdrola, EDP e Endesa, a um encargo para os contribuintes.

 

“As barragens são construídas por privados. O Governo não tem nada a ver com isso. As barragens venderão a sua energia no mercado. Os subsídios não existem”, afirmou Artur Trindade. “Se algo houve para os contribuintes foi que o Orçamento do Estado recebeu centenas de milhões de euros devido a estas concessões”, acrescentou o governante.

 

Em declarações aos jornalistas, Artur Trindade reiterou que “além de não terem quaisquer custos para os contribuintes, [as barragens] tiveram um benefício, que foi a receita líquida da adjudicação”.

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