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Secretário de Estado da Energia admite que custo das renováveis esteja sobrevalorizado

Artur Trindade considera que as fontes renováveis estão a ser alvo de “algum negativismo”, que será necessário inverter, questionando: “Até que ponto não estamos a sobredimensionar este custo de política energética?”.

Bruno Simão/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 12:31
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O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, admite que o custo das energias renováveis na produção de electricidade estará a ser sobrevalorizado face ao seu peso real na factura energética portuguesa, indicando que isso “é algo que deve merecer uma reflexão”. 

 

“Sabemos que as energias renováveis têm custos, mas a forma como esses custos são apresentados aos consumidores apresenta um enorme diferencial”, sublinhou Artur Trindade durante a conferência anual da APREN – Associação de Energias Renováveis, no Centro de Congressos do Estoril. 

 

Na opinião do secretário de Estado, a forma como é transmitido ao consumidor “o verdadeiro custo da energia renovável” deve ser alvo de mudanças, tendo Artur Trindade manifestado a disponibilidade do Governo para proceder a iniciativas legislativas que permitam uma avaliação dos custos das diferentes formas de produzir electricidade diferente da que é feita actualmente pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). 

 

“Até que ponto não estamos a sobredimensionar e a sobrevalorizar este custo de política energética”, questionou Artur Trindade durante a conferência da APREN. 

 

O secretário de Estado da Energia destacou ainda que “uma outra barreira a ultrapassar é a forma como os mercados estão organizados” na Península Ibérica, porque há “uma dicotomia que afecta negativamente a imagem das energias renováveis”, ao imputar a estas últimas um sobrecusto face aos preços grossistas de outras fontes termoeléctricas.

 

Artur Trindade condenou “algum negativismo” que está a afectar o sector, salientando que “urge mudar a página”, já que, na sua opinião, no domínio das fontes renováveis “as barreiras são menos significativas do que as oportunidades que se colocam”. 

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