Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Sector da restauração perdeu um quarto dos empregos desde aumento do IVA

AHRESP estima que até ao final do ano sejam eliminados 40% dos empregos na restauração e alerta que o sector “não aguenta até 2014”. Desde o aumento do IVA foram eliminados 75 mil postos de trabalho.

Trabalhar no Verão para pagar os estudos no Inverno
Negócios 17 de Junho de 2013 às 13:36
  • Partilhar artigo
  • 24
  • ...

A AHRESP- Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal anunciou esta segunda-feira que irá fazer um “derradeiro esforço” para convencer o Governo a repor a taxa de IVA na restauração em 2013, avançando com números que espelham o impacto da decisão tomada em 2011 de subira o imposto para a taxa máxima de 23%.

 

Diz a AHRESP que “desde o aumento do IVA já foram destruídos 25% dos cerca de 300.000 postos de trabalho do sector, prevendo-se que se chegue aos 40% até o final de 2013”. Ou seja, o sector perdeu 75 mil empregos desde que o IVA aumentou 10 pontos percentuais, estimando a associação que se o imposto se mantiver, a perda de empregos vai atingir 120 mil.

 

Pelo contrário, se a taxa for reposta nos 13%, a AHRESP calcula que tal permitirá salvar 30 mil postos de trabalho e terá um impacto positivo de 66 milhões de euros nas contas do Estado.

Num comunicado intitulado “restauração não aguenta até 2014”, a associação adianta que vai efectuar nova ronda de negociações com os grupos parlamentares, tentando que a descida do IVA integre ainda o Orçamento Rectificativo.

 

“As contas estão feitas e refeitas. É uma evidência que o aumento do IVA na Restauração para 23% provocou uma onda de destruição do tecido empresarial do sector e que o saldo dessa medida nas contas públicas será este ano francamente negativo, com o Estado a perder centenas de milhões de euros que se juntam ao aumento explosivo do número de falências e do desemprego”, salienta Mário Pereira Gonçalves, Presidente da AHRESP, para quem “o sector da restauração não aguenta até 2014, pois após o terceiro trimestre deste ano, passado o verão, muitos operadores não conseguirão manter-se em actividade, esgotadas que estarão todas as reservas de capital que os empresários têm vindo a injectar nos seus negócios”.

 

Citando um estudo recente da Ernest & Young, a AHRESP reforça que “se o Governo reduzir de imediato a taxa do IVA na Restauração para 13%, o saldo entre a perda do adicional de IVA expectável no final de 2013 à taxa de 23% (280 milhões de euros) e os valores recuperados em sede de subsídio de desemprego, TSU e IRS (346 milhões de euros) será positivo para as contas do Estado em 66 milhões de euros”.

 

Pelo contrário, se nada for alterado, implicará custos adicionais com subsídio de desemprego de cerca de 320 milhões de euros) e a redução de receita com a TSU e o IRS não liquidados, originando uma perda agregada de 274 milhões nas contas do Estado.

Ver comentários
Saber mais AHRESP restauração
Outras Notícias