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Seguradoras do Grupo Espírito Santo com prejuízos de 80,2 milhões de euros em 2002

A Espírito Santo Seguros, Tranquilidade e a Tranquilidade Vida, seguradoras do Espírito Santo Financial Group, registaram prejuízos conjuntos de 80,2 milhões de euros em 2002, penalizadas pelo abrandamento económico e quebras no mercado de capitais.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2003 às 08:44
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A Espírito Santo Seguros, Tranquilidade e a Tranquilidade Vida, seguradoras do Espírito Santo Financial Group, registaram prejuízos conjuntos de 80,2 milhões de euros em 2002, penalizadas pelo abrandamento económico e quebras no mercado de capitais.

Num comunicado a ESFG afirma que a os seguros da empresa foram penalizados pelo «significativo abrandamento da actividade económica em Portugal, em conjunto com o aumento dos custos da actividade resseguradora e o impacto da deterioração dos mercados de capitais».

A Companhia de Seguros Tranquilidade, que actua no sector não vida, registou prejuízos de 18,6 milhões de euros o ano passado, mais 10,2% que o reportado em 2001.

Tranquilidade corta 16% da força de trabalho

A empresa afirma que foi penalizada, para além dos factores acima referidos, com os custos na reestruturação do pessoal, que implicou em 2002 o corte de 216 postos de trabalho, ou 16% da sua força de trabalho.

Os prémios de seguros da empresa desceram 2,4%, implicando uma queda na quota de mercado de 9,5% em 2001 para 8,5% em 2002.

No final de 2002 o capital social da Tranquilidade foi aumentado em 40 milhões de euros para 135 milhões de euros, o que se traduziu num aumento da margem de solvência de 142% para 178%.

Na Tranquilidade Vida os prejuízos totalizaram 62,5 milhões de euros, contra «um pequeno ganho em 2001». A empresa explica esta performance com a queda nos mercados accionistas, com o PSI20 a descer 24,7% em 2002.

A companhia do Ramo Vida da ESFG [ESF] manteve a liderança neste segmento em Portugal, mas o volume de prémios desceu 12,1% para 702,1 milhões de euros, queda explicada pelo abandono no sector de produtos de capitalização.

No fim de 2002 os accionistas da companhia: ESFG, Credit Agricole através da Bespar injectaram mais 100 milhões de euros no capital da Tranquilidade Vida, que ascendeu assim a 250 milhões de euros. O rácio de solvência cresceu de 114,3% para 151%.

Com o volume de prémios a crescer 35,8%, os lucros do Espírito Santo Seguros, que actua no segmento de bancassurance não vida, desceram 22,7% para 0,9 milhões de euros.

O Grupo Espírito Santo está à procura de um parceiro para a área de seguros e estima que em 2003 as empresas se seguros voltem a registar lucros.

As acções do ESFG fecharam ontem a subir 1,14 % para os 15,07 euros.

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