Telecomunicações Segurança Social perde quase 100 milhões de euros com crise da PT

Segurança Social perde quase 100 milhões de euros com crise da PT

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) detém 20 milhões de acções da operadora, que comprou por 109 milhões de euros. Hoje, essas acções valem apenas 14 milhões, escreve o Diário Económico.
Segurança Social perde quase 100 milhões de euros com crise da PT
Pedro Elias/Negócios
Negócios 16 de janeiro de 2015 às 09:54

O investimento que a Segurança Social fez em acções da PT está a revelar-se ruinoso. As perdas que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) já suportou com as acções da PT são de 87%. A posição que a Segurança Social detém na operadora de telecomunicações pelo menos desde 2007 equivale, actualmente, a 2,28% do capital da empresa, o que a torna accionista qualificada, revela o Diário Económico na edição desta sexta-feira, 16 de Janeiro.

 

De acordo com o jornal, a posição da Segurança Social começou a ser construída pelo menos desde 2007 – não foi possível confirmar quando é que a compra das acções foi efectivamente feita. Nesse ano, os 20,3 milhões de acções detidas pelo FEFSS valiam 181 milhões de euros, o que significava uma mais-valia de 72 milhões de euros.

 

Porém, com a queda das acções da empresa – ontem fecharam nos 68,7 cêntimos, o que compara com os 5,40 euros a que foram compradas, a Segurança Social já registou perdas de 95 milhões de euros. Esta contabilização excluiu os dividendos que foram pagos ao longo dos anos aos accionistas (e que o jornal não contabiliza), pelo que as perdas líquidas para a Segurança Social são inferiores a este valor.

 

Ainda segundo o jornal, entre os 400 activos da carteira de investimento do FEFSS, só dois deles são acções de empresas – além da PT, foi feito um investimento na Finpro, uma holding com vários investimentos no estrangeiro que aderiu ao Processo Especial de Revitalização no ano passado. Um investimento que também é ruinoso para o Estado – no fim de 2013 as perdas eram superiores a oito milhões de euros.

 

Apesar disso, a carteira do FEFSS valorizou 12,7% em 2013, um desempenho justificado pelo comportamento da dívida pública portuguesa, que representa 70% da carteira deste fundo.




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