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Semapa admite interesse em comprar posição da Sonae na Portucel (act)

A Semapa «pode ter interesse em comprar a posição da Sonae (na Portucel), mas só após ver o resultado do concurso», disse Pedro Queiroz Pereira, presidente da Semapa, avançando, que caso adquira o controlo da empresa, lançará uma OPA sobre o restante c

Bárbara Leite 25 de Fevereiro de 2004 às 19:00
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(actualiza com mais informação)

A Semapa «pode ter interesse em comprar a posição da Sonae (na Portucel), mas só após ver o resultado do concurso», disse Pedro Queiroz Pereira, presidente da Semapa, avançando, que caso adquira o controlo da empresa, lançará uma OPA sobre o restante capital.

«Venho concorrer à compra de 30% da Portucel, e só se ganharmos é que pensaremos nisso (comprar a posição da Sonae)», disse a mesma fonte aos jornalistas, à entrada da Inspecção Geral de Finanças.

Segundo lembrou, «para ter o controlo da Portucel, é preciso ter 51% do capital». Neste âmbito, Queiroz Pereira salientou «nunca entraremos em jogos para ter o controlo escondido e não lançar uma OPA».

Para este responsável, «se tivermos a possibilidade de ter mais acções, e se formos autorizados a isso, fá-lo-emos abertamente e lançaremos uma OPA».

A Semapa admite ainda realizar parcerias posteriores caso ganha o concurso de privatização da Portucel

«É possível que no futuro, se for conveniente para a Portucel, se faça uma aliança estratégica com um grupo a determinar», acrescentou.

Projecto da continuidade

O projecto apresentado pela Semapa para o desenvolvimento da Portucel, item mais valorizado na atribuição da vitória, «é em linha com o que tem sido o projecto da Portucel», referiu.

Neste âmbito, o presidente da Semapa avançou que a sua proposta passa pelo apoio de investimentos na nova máquina de papel, «e a manutenção em mãos portuguesas de um empresa de know how português».

A nova máquina deverá custar cerca de 400 milhões de euros.

Em suma, segundo explicou, este é «um projecto da continuidade».

Vencer concurso aumenta pressão para venda da Secil

Pedro Queiroz Pereira assegura que a venda de 41% do capital da Secil é independente da compra da Portucel.

Mas, todavia, admite que a vitória no concurso da Portucel pressiona para a venda daquela posição da cimenteira, uma vez que com o encaixe da operação poderia financiar a compra da Portucel.

O presidente da Semapa salienta que ainda continuam as negociações com os potenciais compradores e que a mesma só deverá estar concluída em três meses. A brasileira Votorantim, a Caltagirone e a CRH são tidos como os candidatos à compra desta posição.

Este responsável diz não estar preocupado com a sua representação no Conselho de Administração da Portucel, caso ganhe o concurso, não se incomodando com a eventual nomeação pelo Estado de um «chairman».

Queiroz Pereira lembrou que a primeira fábrica de pasta e papel foi construída pelo seu avô- Santos de Mendonça, sendo que «a ligação da família ao sector da pasta e papel é histórica».

A Semapa fechou a subir 0,26% para os 3,89 euros e a Portucel cresceu 0,65% até aos 1,55 euros.

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