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Sérgio Monteiro: Trabalhadores dos transportes devem "ponderar consequências" das greves

O secretário de Estado dos Transportes e Comunicações disse hoje que, se as greves têm impacto na procura, os trabalhadores "devem ponderar se as consequências" das paralisações "não são maiores do que o que querem evitar".

Lusa 24 de Outubro de 2013 às 14:18
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Entre sexta-feira e 08 de Novembro decorre uma quinzena de greves nos sectores dos transportes e das comunicações (neste caso nos CTT) que vai culminar com uma manifestação nacional em Lisboa no dia 09.

 

"Espero que a adesão possa ser de forma a que os transportes não parem e não percam a capacidade de competir com qualquer operador privado", disse Sérgio Monteiro na cerimónia de apresentação da aplicação "Lisboa. MOVE-ME", que disponibiliza informação em tempo real sobre os transportes públicos em Lisboa.

 

O responsável referiu que as paralisações "empurram para a privatização".

 

A primeira paralisação é a dos trabalhadores dos CTT, na sexta-feira, seguindo-se Metropolitano de Lisboa (31 de Outubro), Transtejo e Soflusa (02 a 09 de Novembro, três horas por turno), Transportes Colectivos do Barreiro (06 de Novembro), CP e CP Carga (07 de Novembro), Carris (07 de Novembro, das 09:30 às 15:30) e STCP (07 de Novembro, entre as 08:00 e as 16:00).

 

O governante relembrou ainda que o Governo ainda não decidiu se vai avançar ou não com a concessão daquelas empresas e frisou que "está nas mãos dos trabalhadores mostrarem que o grau de eficácia é maior na esfera pública do que será na privada".

 

Por isso, confessou estar "perplexo" com a estratégia dos sindicatos, que "só empurra as empresas para a esfera privada".

 

Sérgio Monteiro anunciou ainda que o Governo vai manter o valor do subsídio de refeição dos trabalhadores do sector e que será dado um desconto maior aos trabalhadores e seus familiares nos títulos dos transportes públicos.

 

"Não haverá títulos gratuitos, haverá é um desconto maior", disse o governante sem adiantar mais pormenores.

 

 

 

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