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Silva Correia acredita na viabilidade da ParaRede; atinge equilíbrio no primeiro trimestre de 2003

O presidente da ParaRede, Silva Correia acredita que «ParaRede é viável» estando a reestruturação da empresa concluída, não admitindo declarar falência da mesma. O equilíbrio operacional da empresa deverá ser alcançado no primeiro trimestre de 2003.

Bárbara Leite 24 de Maio de 2002 às 20:25
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O presidente da ParaRede, Silva Correia acredita que «ParaRede é viável» estando a reestruturação da empresa concluída, não admitindo declarar falência da mesma. O equilíbrio operacional da empresa deverá ser alcançado no primeiro trimestre de 2003.

No final da AG de hoje que aprovou a redução de capital da ParaRede, Silva Correia defende que a actual situação da empresa será revertida através de novas parcerias, como a da Siemens e, a consolidação dos negócios noutras áreas fora do comércio electrónico entre empresas e particulares.

«Estamos convictos que a ParaRede pode recuperar, pelo que temos que conquistar mercado», acrescentou Silva Correia.

Neste âmbito, o presidente da ParaRede frisou o «grande projecto ganho» para implementação de soluções de ERP no BES e, a parceria estabelecida com a Siemens que vai permitir um encaixe anual de 500 mil euros.

«Vamos continuar a celebrar este tipo de contratos», adiantou o mesmo responsável estando confiante «no relançamento da economia mundial e nacional a partir do segundo semestre deste ano».

Na assembleia geral de hoje, um accionista propôs a eventual declaração de falência da ParaRede, intenção que Silva Correia negou.

Nesta medida, o responsável máximo da ParaRede prevê que o equilíbrio operacional da empresa «seja atingido no primeiro semestre de 2003», sendo que no próximo ano «vamos começar a trabalhar para começar a ter resultados (líquidos) positivos».

A dificuldade de alcance do «break even» financeiro diz respeito ao elevado montante de amortização de «goodwill», em particular da compra da EuroCiber que implica «amortizações anuais de 4,25 milhões de euros», referiu à margem da AG.

A recuperação da procura pública levará também à retoma da actividade da ParaRede [PARA]. Segundo Silva Correia, a ParaRede tem adjudicados projectos junto de tribunais e da ADSE que «esperamos que tenham a sequência normal» após a tomada de posse do novo Executivo.

ParaRede pode vir a aumentar novamente capital

A nova estrutura de capital da empresa, com a redução hoje aprovado do capital para 50,035 milhões de euros, ficará debilitada para eventualidades no desenvolvimento da actividade.

Sobre esta matéria, Silva Correia referiu que face ao artigo 35 teriam que solucionar este problema, sendo que a decisão de redução do capital «cria espaço para se puder fazer um aumento de capital».

Esta operação «não está de momento definida», acrescentou.

ParaRede demitiu 252 pessoas no processo de reestruturação

No âmbito do actual processo de reestruturação que pretendia reduzir os custos da empresa em 7,3 milhões de euros, a empresa demitiu «42%» da força de trabalho, disse hoje Silva Correia.

Nesta redução, estão incluídos pessoal com contratos a termos e «outsourcing», bem como, quadros da empresa, explicou o mesmo responsável.

«O processo de reestruturação está concluído», declarou.

Este processo incluiu a «racionalização da nossa actividade em Espanha, onde temos a BKS e a ParaRede Espanha», que se vai traduzir na intenção de «retirar todos os custos da ParaRede Espanha e, fazer com esta seja incorporada na BKS».

As acções da ParaRede encerraram nos 0,35 euros, a cair 2,78%. Este ano acumulam uma queda de 48,5%.

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