Transportes Sindicato diz que Carris deve 3 milhões a motoristas e guarda-freios e promete avançar para tribunal

Sindicato diz que Carris deve 3 milhões a motoristas e guarda-freios e promete avançar para tribunal

O Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM) disse este domingo que a Carris deve cerca de três milhões de euros a motoristas e guarda-freios, a título de descansos compensatórios vencidos, não gozados e não pagos, e garante que vai avançar para a via judicial.
Sindicato diz que Carris deve 3 milhões a motoristas e guarda-freios e promete avançar para tribunal
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 25 de fevereiro de 2018 às 16:51
"Este valor médio foi auferido tendo em conta o universo de trabalhadores da Carris [cerca de 1.300 pessoas]. Estamos a falar de descansos compensatórios, que estão previstos no Código do Trabalho. A legislação deve ser aplicada de igual forma para todos", disse à Lusa Manuel Oliveira, do SNM.

O sindicalista afirmou que a Carris não tem dado resposta às reivindicações dos trabalhadores.

"A Carris não deu nenhuma justificação, só nos disse que considera ter legitimidade para não se responsabilizar pelo valor em causa. No entanto, estamos a discutir legalidade e não legitimidade", sublinhou.

Apesar da dívida ter vencido em 2012, Manuel Oliveira refere que o sindicato já "esgotou todos os recursos", tornando-se, por isso, "inevitável" recorrer à via judicial.

Desta forma, o SNM garante que vai "patrocinar aos seus associados todas as acções judiciais que se venham a mostrar necessárias, para que estes possam ser devidamente ressarcidos".

Contactada pela Lusa, a Carris informou que emitirá uma posição sobre o tema na segunda-feira.



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mais votado Anónimo 25.02.2018

Decretar trabalho excedentário, carreiras fictícias, pensões generosas para as quais não se descontou e investiu, obras que não precisam ser feitas, ou o uso e abuso indiscriminado de títulos que não passam disso mesmo, nunca criou valor... e a criação de valor não se decreta.

comentários mais recentes
Fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos 26.02.2018

tudo a querer ma..mar dinheiro sem trabalahr

País de xulos , fo..da.se

ja basta ter de sustentar a ciganada

Alentejano 26.02.2018

yeap vão para tribunal para que se saiba quanto ganha cada um e se for abusivo acabam como os controladores aéreos espanhóis que fizeram greve e foram vexados em praça publica pelo povo quando veio à luz os cheques que levavam para casa "zangam-se as comadres sabem-se as verdades"

Anónimo 25.02.2018

Decretar trabalho excedentário, carreiras fictícias, pensões generosas para as quais não se descontou e investiu, obras que não precisam ser feitas, ou o uso e abuso indiscriminado de títulos que não passam disso mesmo, nunca criou valor... e a criação de valor não se decreta.

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