Banca & Finanças Sindicato dos Quadros e Técnicos bancários lucra 2,2 milhões em 2018 e cria fundo

Sindicato dos Quadros e Técnicos bancários lucra 2,2 milhões em 2018 e cria fundo

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) anunciou hoje que registou um resultado líquido de 2,2 milhões de euros em 2018, e vai criar um fundo de garantia de benefícios do SAMS Quadros.
Sindicato dos Quadros e Técnicos bancários lucra 2,2 milhões em 2018 e cria fundo
Pedro Catarino
Lusa 16 de abril de 2019 às 11:05

De acordo com um comunicado do SNQTB, o sindicato apresentou um resultado líquido de 2,2 milhões de euros em 2018, e um EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) de mais de 3,05 milhões de euros.

 

Para o presidente do SNQTB, Paulo Gonçalves Marcos, citado no comunicado, "estes números refletem o bom desempenho económico, sindical e financeiro do sindicato", e foram "os resultados mais relevantes desde que as contas do SNQTB são auditadas".

 

Paulo Gonçalves Marcos acrescentou ainda que, em fevereiro, o sindicato liquidou "o remanescente da dívida financeira, contraída há largos anos para financiar o investimento em dois empreendimentos, o hotel em Porto Santo e o lar em Bicesse", Cascais.

 

Com o resultado positivo de 2018, o sindicato anunciou ainda que 40% do seu lucro será destinado a uma reserva de garantia de benefícios futuros do SAMS (Serviços de Assistência Médico-Social) Quadros, semelhante ao fundo soberano da Noruega.

 

"A principal preocupação é a de dotar a Reserva de Benefícios Futuros do SAMS Quadros de independência e imunidade em relação a qualquer gestão executiva do sindicato ou do SAMS Quadros", explicou o presidente do SNQTB.

 

A solução assemelha-se à norueguesa, de acordo com o presidente, uma vez que naquele país "uma parte das receitas conseguidas com a extração de petróleo é colocada num fundo soberano, que se destina a manter o modelo social norueguês", dotado com "os mecanismos constitucionais e institucionais para que nenhum governo possa colocar em risco os fins do Fundo Soberano".

 

O objetivo é ainda que o fundo sindical "tenha reforço positivo em todos os anos de resultados líquidos positivos", adianta o comunicado do SNQTB.

 

Paralelamente, o sindicato anunciou que 10% dos resultados líquidos do sindicato foram afetos à reserva legal, 40% foi alocada ao reforço do fundo de greve e 5% a uma reserva complementar de saúde.

 

Os resultados de 2018, lembra o sindicato, "foram alcançados num contexto de diminuição de quase 10 mil bancários no ativo e consequente impacto nos sistemas mutualistas de saúde dos bancários (SAMS Quadros e outros SAMS)", no âmbito de "um novo modelo de financiamento do SAMS, por parte dos bancos, em que o SAMS Quadros tem, em 2018, menos 19,4% per capita de financiamento do que tinha em 2015", e "num quadro de política de reformas antecipadas" por parte dos bancos.

 

O conselho geral do SNQTB aprovou ainda a criação de uma comissão de elaboração de proposta de revisão de estatutos, para que "sejam mais inclusivos quanto ao género e que envolvam mais os bancários mais jovens".

 




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