Banca & Finanças Sindicato não quer pressão para subscrição do aumento de capital nos balcões do BCP

Sindicato não quer pressão para subscrição do aumento de capital nos balcões do BCP

Lembrando que o novo acordo com os trabalhadores já contribui para o reforço de solidez do BCP, o Sindicato dos Bancários do Centro mostra-se "preocupado" com o esforço que possa ser exigido aos funcionários na operação.
Sindicato não quer pressão para subscrição do aumento de capital nos balcões do BCP
Diogo Cavaleiro 10 de janeiro de 2017 às 11:50

O aumento do capital do BCP não pode ser concretizado à custa de uma pressão para a subscrição nos balcões do banco. O pedido parte do Sindicato dos Bancários do Centro, numa nota emitida esta terça-feira, 10 de Janeiro.

 

"O Sindicato dos Bancários do Centro defende prudência na pressão exercida junto dos balcões do MillenniumBCP para a subscrição do novo aumento de capital", intitula a nota enviada às redacções.

 

O BCP anunciou na segunda-feira um aumento de capital de 1.330 milhões de euros, que permitirá à Fosun chegar à barreira dos 30%, com acções a serem vendidas a 9,4 cêntimos. O objectivo é o reforço de solidez e o reembolso dos 700 milhões de euros em falta da ajuda estatal.

 

Embora esteja confiante no sucesso da operação – "e consequente consolidação da estabilidade do Banco Comercial Português" –, o sindicato presidido por Helena Carvalheiro e a que pertence Carlos Silva, da UGT, assume estar "preocupado com o esforço que venha a ser exigido aos trabalhadores bancários".

 

"A decisão de investimento deve ser da inteira e exclusiva responsabilidade dos clientes, cabendo aos trabalhadores bancários a explicação da operação, nunca devendo influenciar a decisão", indica o comunicado.

 

O comunicado é enviado depois de vários exemplos em que essa pressão é reportada. Um dos casos é o dos investidores em papel comercial das empresas de topo (actualmente em insolvência) do Grupo Espírito Santo vendido aos balcões do BES, que se queixam de não terem sido esclarecidos aquando do investimento.

 
Trabalhadores já contribuíram

"O SBC recorda que os trabalhadores do MillenniumBCP já deram um forte e importante contributo no reforço de capitais do BCP através da revisão do ACT assinada em finais de Dezembro e que permitirá uma substancial redução de capital para provisionamento do fundo de pensões e assim uma menor pressão sobre o capital social da instituição", acrescenta ainda o documento do sindicato que pertence à Febase.

 

O BCP acordou com os sindicatos um novo Acordo de Empresa em que prevê, por exemplo, o fim dos cortes salariais impostos em 2014 já a partir de Julho, e não no início de 2018, como previsto. Um passo que só é dado depois do reembolso dos CoCos ao Estado mas que o aumento de capital em curso vai permitir.

 




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