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Sindicatos europeus fazem ultimato à Ryanair antes de avançar para greve

Os sindicatos europeus de tripulantes de cabine lançaram um ultimato à Ryanair. Em causa está o agendamento de uma greve europeia a realizar entre Julho e Agosto.

7 - Ryanair
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Raquel Murgeira raquelmurgeira@negocios.pt 28 de Maio de 2018 às 15:44
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Os sindicatos da Ryanair de vários países europeus (Bélgica, Portugal, Espanha e Itália) lançaram um ultimato à companhia aérea irlandesa, com prazo de resposta até dia 30 de Junho. Uma decisão que vem no seguimento de uma reunião entre os sindicatos europeus, que aconteceu esta segunda-feira, 28 de Maio, em Madrid, segundo avança a Bloomberg.

Caso as condições exigidas não sejam aceites pela companhia low-cost, os sindicatos ameaçam convocar uma greve durante este verão, coincidindo com as datas de maior tráfego da Ryanair. Os tripulantes de cabine querem denunciar também a falta de vontade por parte da direcção da companhia aérea em atender às reclamações da representação sindical.

A Ryanair rege-se pela legislação laboral irlandesa e os sindicatos europeus exigem uma adaptação das condições de trabalho de cada país onde a Ryanair opera.

O grupo sindical admite ainda que a Ryanair envia interlocutores às reuniões convocadas, que admitem reivindicações sindicais legítimas, mas não reconhecem por escrito nenhuma dessas exigências.

A "falta de compromisso, as condições laborais idênticas em todos os países, que não existem, e as ilegalidades praticadas pela Ryanair ao não aplicar as leis imperativas de cada país na base do tripulante", explicou Bruno Fialho, membro da direcção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, em declarações à agência Lusa. E acrescenta, "os motivos são completamente transversais a todos os países. Estamos unidos numa frente única, europeia, contra esta Ryanair que tem que alterar a sua forma de estar no mercado".

Os sindicatos europeus estiveram já reunidos no dia 24 de Abril, em Lisboa, para delinearem o plano de acção face a uma eventual greve dos tripulantes de cabine.

Ainda no mês passado a companhia aérea anunciou o início de um processo de recrutamento  de tripulantes de cabine em Portugal para preencher vagas nas suas bases europeias.

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