Empresas SISAB trava vinda de participantes da China e norte da Itália devido a coronavírus

SISAB trava vinda de participantes da China e norte da Itália devido a coronavírus

A administração do SISAB, salão de alimentação e bebidas, que decorre de 2 a 4 de março, cancelou a vinda de participantes da China e do norte da Itália para que não exista "o mínimo risco" de contágio com o novo coronavírus.
SISAB trava vinda de participantes da China e norte da Itália devido a coronavírus
Lusa 28 de fevereiro de 2020 às 20:09
"Decidiu a administração do evento, depois de ouvir as entidades responsáveis, cancelar a vinda dos participantes provenientes da China e do norte da Itália, a fim de que o evento não comporte o mínimo risco e permita que as negociações decorram da melhor forma sem perturbações nem receios de qualquer espécie", avançou, em comunicado, o SISAB.

Os responsáveis pela organização do certame indicaram que já foram registados alguns cancelamentos de participantes, porém, ressalvaram que o "número não é significativo", pelo que o evento vai decorrer "nos moldes estabelecidos".

Por outro lado, a administração do SISAB contactou a Direção Geral da Saúde (DGS) para avaliar os "eventuais riscos", tendo, na sequência, apelado para que todos os participantes "cumpram as regras da etiqueta respiratória, de acordo com as instruções" que têm sido divulgadas.

De acordo com a informação disponível no 'site' do SISAB 2020, evento que vai decorrer entre 2 e 4 de março, entre os países compradores encontram-se o Canadá, Estados Unidos, México, Brasil, Angola, Egipto, Líbia, Rússia, China e Austrália.

Os compradores poderão visitar os 28 setores em exposição, como vinho, cutelaria, especiarias, embalagens, serviços financeiros, pescado, carne, frutas, azeite, laticínios e produtos dietéticos.

Para os dois dias do evento estão previstas degustações de produtos tradicionais do continente e das ilhas, uma 'masterclass' sobre vinhos, bem como apresentações de produtos.

Este salão deverá ainda contar com a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, da ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque e do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres.

O novo vírus, designado Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados reportados por meia centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram.

Além de 2.788 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

Dois portugueses tripulantes de um navio de cruzeiros encontram-se hospitalizados no Japão, com confirmação de infeção.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) registou 52 casos suspeitos de infeção, 16 dos quais ainda estavam em estudo na quinta-feira.

Os restantes 36 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos.

Segundo a DGS, o risco para a saúde pública em Portugal mantém-se "moderado a elevado".




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