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S&N mantém previsão anual e salienta crescimento da Sagres em Portugal

A cervejeira britânica Scottish Newcastle, detentora de 100% da portuguesa Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC), reiterou as suas previsões anuais de crescimento, após a assembleia geral hoje realizada. As marcas Sagres e a Newcastle Brown Ale, n

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 26 de Abril de 2007 às 14:27
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A cervejeira britânica Scottish Newcastle, detentora de 100% da portuguesa Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC), reiterou as suas previsões anuais de crescimento, após a assembleia geral hoje realizada. As marcas Sagres e a Newcastle Brown Ale, nos EUA, foram dadas como exemplos de crescimento da divisão internacional.

A cervejeira S&N, a maior do Reino Unido, que desde 28 de Março já viu as suas acções valorizarem mais de 11% à conta de rumores de compra, anunciou hoje a sua confiança "que o desempenho para o ano completo vá ao encontro das previsões para o grupo como um todo". Isto, adiantou Brian Stewart, presidente da S&N, na declaração hoje veiculada, apesar da administração prever que os custos financeiros venham a ser "afectados adversamente" pelo "aumento das taxas de juro e do investimento na Baltic Beverages Holding (BBH)".

A companhia afirma que a comercialização "mantém-se robusta nos mercados da Europa Ocidental", os mais favoráveis em termos de geração de liquidez;  que a BBH, "joint venture" com a Carlsberg para o mercado russo, está a obter "crescimento dinâmico"; e que os mercados em desenvolvimento da Ásia "continuam a demonstrar potencial real".

Como anunciado nos resultados anuais, em Fevereiro passado, a companhia está empenhada em obter poupanças de custos de 50 milhões de libras (73,43 milhões de euros) nos próximos três anos nos negócios europeus detidos a 100%", como é o caso da SCC. "No entanto", adiciona Brian Stewart, a S&N "não é imune a pressões de custo" associadas à subida de preços, referindo-se aos custos de produção.

Na apresentação de resultados anuais da SCC, realizada após a divulgação do plano da "casa mãe" em gerar poupanças em todos os negócios por ela controlados, Alberto da Ponte, presidente executivo da detentora das marcas Sagres e Luso, afirmou então que a redução de custos é um trabalho "contínuo" e já iniciado há muito na companhia que dirige, não demonstrando então receios pelo anúncio da S&N.

Portugal, França e Reino Unido

A administração da S&N adianta na declaração hoje proferida que a divisão internacional "continua a crescer" em termos de marcas de cerveja próprias nos respectivos mercados, "em particular a Sagres em Portugal e a Newcastle Brown Ale nos EUA".

Já no mercado francês os volumes do mercado cervejeiro "são encorajadores", com as "marcas principais" da S&N, que detém a Kronenbourg, a obter "melhor desempenho" que o resto do sector.

No mercado do Reino Unido, que domina, as três principais marcas da S&N – Foster’s, Kronenbourg 1664 e John Smith’s – "continuam a superar o desempenho do mercado", com ganhos de quota. "Contudo", relembra o presidente da S&N, a limitação de fumar em locais públicos, que deverá iniciar-se em Julho próximo, "mantém-se um desafio", afirma. Os fabricantes temem que ao serem introduzidas as limitações anti-tabágicas, as pessoas passem menos tempo em bares e cafés, tal pode levar a uma redução do consumo, nomeadamente de cerveja.

As acções da S&N seguiam agora a valorizar 1,115, para 589,5 pence.

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