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Soares dos Santos: "Detesto investimentos chineses. Não trazem coisíssima nenhuma"

O antigo líder da Jerónimo Martins voltou ainda a insistir que, em Portugal, é preciso "acabar com a história" de que um salário de 5 mil euros é milionário. "Por amor de Deus, vamos lá a acabar com isto", pediu.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 21 de Outubro de 2014 às 13:27
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Alexandre Soares dos Santos defendeu, esta terça-feira, a necessidade de estabelecer um acordo entre os vários partidos para que Portugal tenha um plano de médio prazo.

 

"O Presidente da República tem de definir um plano a médio prazo com os partidos. Isso já foi feito na Holanda e o acordo político foi cumprido rigorosamente", explicou o antigo líder da Jerónimo Martins na conferência Portugal em Exame, realizada esta manhã em Lisboa. "Nós andamos permanentemente a mudar. A clientela política tem de desaparecer".

 

Soares dos Santos considera que essa ausência de um debate alargado se prende com o facto de os portugueses serem "extremamente individualistas". "E muito difícil pôr os portugueses a trabalhar em equipa. Tem de se estabelecer um debate. As universidades continuam a ser instituições fechadas sobre si mesmas. Temos de deixar de ser uma aldeia em que vivemos todos na mesma rua", acrescentou.

 

O antigo líder da Jerónimo Martins não poupou críticas ao estado do país, defendo a necessidade de uma mudança de mentalidades.

 

"Não me venham falar de investimentos. E já agora deixe-me dizer-lhe que detesto investimentos chineses. Não trazem ‘management’ nem ‘know how’, não trazem coisíssima nenhuma", criticou.

 

O Governo também não escapou as críticas do empresário. "Querem que os jovens portugueses fiquem cá com a actual política fiscal?"

 

"E a política de remuneração do Estado? O que se paga a um reitor e aos professores é uma vergonha. Temos de acabar com a história de que um salário de 5 mil euros é milionário. Por amor de Deus. Vamos lá a acabar com isto", incitou. 

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