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Soares dos Santos diz resultados da JM podem melhorar com alterações contabilísticas

Os resultados líquidos da Jerónimo Martins poderão melhorar caso sejam introduzidas as alterações previstas para este ano na contabilização de amortização do «goodwill», revelou o presidente Alexandre Soares dos Santos.

Bárbara Leite 27 de Março de 2003 às 13:26
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Os resultados líquidos da Jerónimo Martins poderão melhorar caso sejam introduzidas as alterações previstas para este ano na contabilização de amortização do «goodwill», revelou o presidente Alexandre Soares dos Santos.

A alteração inclui a possibilidade de se deixar de incluir a amortização de «goodwill». «Com o goodwill que temos da aquisição, nomeadamente, na Polónia, teremos um benefício, pois deixamos de carregar no nosso balanço, com a sua depreciação», afirmou o responsável sem detalhar o valor e o respectivo impacto do mesmo nas contas da empresa.

Este responsável destacou, no entanto, que esta alteração ainda não está acordada, mas perspectiva-se que seja introduzida «em 2003, no quarto trimestre».

A JM [JMAR] apresenta desde 2000 as suas contas segundo os princípios contabilísticos constantes do International Accounting Standards 39 (IAS39), tendo confessado Soares dos Santos que «não podemos afirmar que já tirámos enormes vantagens competitivas nos mercados financeiros» pela adopção dos novos critérios.

«Mas estamos satisfeitos com a opção tomada e estou certo que poderemos agora dizer, com elevada auto-confiança, que what you see is what you get».

Soares dos Santos acredita que, «brevemente, tiraremos daí as devidas vantagens», lembrando ainda que «há muito trabalho a fazer».

Apesar de ver algumas vantagens na adopção do IAS39, Soares dos Santos ressalva que «este sistema tem o inconveniente da contabilização do valor de activos imobiliários não se adequar à especificidade do sector do retalho».

O presidente da JM apelou «à aceleração do processo dos IAS a todos os intervenientes no mercado de capitais, reforçando que «essa adopção é necessária e urgente, sob pena do mercado ser penalizado pelos atrasos das restantes empresas».

As acções da Jerónimo Martins subiam 2,52% para os 6,51 euros.

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