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Soares dos Santos: "quinta-feira há uma greve dos transportes, como é costume"

O gestor criticou os sindicatos que "estão a morrer por falta de associados" por se "preocuparem mais com o salário mínimo do que com a formação dos trabalhadores".

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 22:57
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Durante um debate no Clube dos Pensadores, em Gaia, o presidente da Jerónimo Martins disse não perceber "como é possível" uma empresa ter as portas fechadas pelos sindicatos pela manhã, classificando-o como "um problema moral".

Questionado sobre a greve geral convocada pela CGTP, Soares dos Santos ironizou que "quinta-feira há uma greve dos transportes, como é costume". "As pessoas, acima de tudo, querem o seu ordenado, a sua segurança".

Na última greve geral, apoiada também pela UGT, entre os 27 mil trabalhadores do grupo houve apenas 200 grevistas. "é significativo? Não é".

Minutos antes, o gestor contestou que os sindicatos em Portugal "não percebem a globalização, que qualquer empresa pode comprar em qualquer parte do mundo".

"A maior parte dos sindicatos estão a morrer por falta de associados. Preocupam-se mais com o salário mínimo do que com a formação dos trabalhadores", frisou.

"Não me acho uma pessoa importante"

Questionado sobre a vontade para comandar os destinos políticos do País, Soares dos Santos respondeu que "com esta idade, já tenho caminho certo para onde ir".

O responsável máximo da JM disse ainda que não se acha uma pessoa importante, lembrando que, quando foi para Alemanha, até viveu num quarto com a esposa "e nem tinha carro".

"O que sou hoje é fruto do trabalho. O tal papel que me torna milionário vai por água abaixo se não houver trabalho", insistiu.

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