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Sociedade Euro 2004 lucra entre 3 a 4 milhões

A Sociedade Euro2004, entidade gestora do Campeonato da Europa de futebol disputado em Portugal entre 12 de Junho e 4 de Julho, deverá apresentar lucros de três ou quatro milhões de euros, anunciou hoje o presidente Gilberto Madaíl, citado pela agência Lu

Negócios negocios@negocios.pt 20 de Dezembro de 2004 às 16:00
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A Sociedade Euro2004, entidade gestora do Campeonato da Europa de futebol disputado em Portugal entre 12 de Junho e 4 de Julho, deverá apresentar lucros de três ou quatro milhões de euros, anunciou hoje o presidente Gilberto Madaíl, citado pela agência Lusa.

Em Dezembro de 2002, na assembleia geral que aprovou o plano de actividades para 2003 e 2004 e o orçamento da prova, o sueco Lars- Christer Olsson, então administrador da Sociedade Euro 2004, anunciou a previsão de seis ou sete milhões de euros de lucro, segundo as metas «mais realistas» para venda de bilhetes e programas de hospitalidade.

O presidente do conselho de Administração (CA) da sociedade, que hoje reuniu pela última vez, explicou que o processo de extinção do organismo «terá início a 01 de Janeiro de 2005 e poderá demorar cerca de seis meses».

Gilberto Madaíl afirmou que «os resultados financeiros da sociedade serão positivos», acrescentando que as «expectativas apontam para um lucro de três ou quatro milhões de euros».

O presidente do CA da Sociedade Euro2004 e da Direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) mostrou-se «orgulhoso da imagem de gestão» transmitida e fez um balanço bastante positivo de todo o torneio. Madaíl considerou «baixos» os resultados de um estudo coordenado por Manuel Victor Martins, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), segundo o qual o impacto económico do Euro 2004 no Produto Interno Bruto (PIB) foi de 0,11 por cento.

«Não queremos pôr em causa o estudo, não tivemos qualquer influência nele, nem sabemos quais os parâmetros utilizados, mas parece-nos que os números são baixos», referiu.

Segundo o estudo, «os investimentos necessários à realização do evento foram financiados em 29% por capitais próprios dos promotores, em 52% com recurso ao endividamento bancário e em 19% pela administração central».

Gilberto Madaíl afirmou que, em termos fiscais, as contas da sociedade «estão todas em dia», até porque, acrescentou, «para extinguir juridicamente a Sociedade é necessária a apresentação de todos os documentos relativos ao fisco».

Lars-Christer Olsson, agora director-executivo União Europeia de Futebol (UEFA), referiu, a propósito dos resultados extra-desportivos do torneio, que «alguns são visíveis quase de imediato, enquanto outros são serão perceptíveis a médio/longo prazo».

Olsson afirmou que Portugal ficou dotado de excelentes condições em termos de infra-estruturas desportivas, exemplificando com o facto de Lisboa acolher em 2005 a final da Taça UEFA, a disputar a 18 de Maio no Estádio José de Alvalade.

O dirigente da UEFA considerou mesmo bastante provável que Portugal possa receber dentro de três ou quatro anos a final da Liga dos Campeões.

A Sociedade Euro2004, uma «joint-venture» entre a UEFA, a FPF e o Estado português, foi uma das duas empresas criadas tendo em vista a organização do Euro 2004, a par com a Portugal 2004.

Enquanto a Euro 2004 responsabilizou-se pela organização e gestão desportiva do evento, a Portugal 2004, que é detida em 95% pelo Estado, teve como missão fiscalizar a edificação das infra-estruturas do Campeonato da Europa de futebol, bem como da gestão dos dinheiros públicos envolvidos na competição.

Após a reunião do CA, realizou-se uma assembleia geral, na qual foram debatidas sobretudo questões burocráticas relacionadas com a extinção da Sociedade.

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