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Sonae Indústria avança com um "reverse stock split"

O conselho de administradores propõe aos seus accionistas passarem a ter uma acção por cada 250 actualmente detidas.

Paulo Azevedo da Sonae
Ricardo Castelo
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Março de 2017 às 23:40
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O conselho de administração da Sonae Indústria, liderado por Paulo Azevedo, vai propor aos seus accionistas fazer um "reverse stock split", o que na prática é reduzir o número de acções detidas mas manter o valor das mesmas.

 

Assim, a empresa vai propor aos accionistas que passem a ter uma acção nova por cada 250 títulos actualmente detidos. O objectivo, de a empresa em comunicado, é "que o valor de mercado das acções fique mais alinhado com o valor das demais acções admitidas à negociação na Euronext Lisbon."

 

Se considerarmos os valores de fecho das acções esta terça-feira, 21 de Março, o que a Sonae Indústria propõe aos seus accionistas é que passem a ter uma acção com um valor de 2,025 euros, em vez de terem 250 títulos a 0,0081 euros cada um.

 

Uma operação de "reverse stock split" não interfere directamente com o valor da empresa, já que a única coisa que acontece é o valor total da cotada passar a estar diluído por menos acções.

 

Com o "reagrupamento" de acções a liquidez tende a diminuir, uma vez que há menos acções disponíveis no mercado e o valor de cada uma é maior.

A empresa anunciou esta operação no mesmo dia em que revelou os números de 2016, tendo reportado lucros de 11 milhões de euros. O ano passado foi assim o primeiro ano em nove em que a Sonae Indústria fechou o ano com lucros. 

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