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Sonae lança OPA à Portugal Telecom (act2)

A Sonae confirmou, em comunicado à CMVM, o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital social da Portugal Telecom. A oferta, de 9,5 euros por acção, avalia a maior operadora nacional em 10,7 mil milhões de euros.

Negócios negocios@negocios.pt 06 de Fevereiro de 2006 às 23:43
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A Sonae confirmou, em comunicado à CMVM, o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital social da Portugal Telecom. A oferta, de 9,5 euros por acção, avalia a maior operadora nacional em 10,7 mil milhões de euros.

A oferta de 9,5 euros por acção representa um prémio de 16,1% face à cotação do fecho de hoje das acções da Portugal Telecom que encerraram nos 8,18 euros.

Por cada obrigação convertível emitida pela PT por deliberação de 29 de Novembro de 2001, também alvo da oferta, a Sonae oferece 5 mil euros, um valor idêntico ao valor nominal.

A operadora tem uma capitalização bolsista de 9,23 mil milhões de euros, um valor quatro vezes superior ao da Sonae que tem uma capitalização bolsista de 2,360 mil milhões de euros. Já a capitalização bolsista da Sonaecom está em 1,047 mil milhões de euros.

A Sonaecom controla a Optimus, Novis, Clix, entre outras empresas do sector das telecomunicações.

A lista dos principais accionistas da Portugal Telecom (PT) é encabeçada pela espanhola Telefónica, fundos de investimento e o grupo Banco Espírito Santo.

A espanhola Telefónica, que é parceira da PT no negócio de comunicações móveis no Brasil, detém 9,96% do capital da operadora portuguesa, de acordo com os números publicados no site da empresa.

O segundo maior accionista é o fundo de investimento Brandes Investments Partners, com 8,53% do capital, seguido do Grupo BES, que detém 8,36%, ainda de acordo com informação disponibilizada pela PT.

Na lista seguem-se o fundo Capital Group Companies, com 5,6% e o grupo Caixa Geral de Depósitos, com 5,14%.

Na casa dos dois por cento surgem a Cinveste, de Luís Silva, grupo Fidelity e Patrick Monteiro de Barros.

O Instituto Financeiro do Estado Português detém ainda 1,88% da PT.

O lançamento da oferta da Sonae surge numa altura em que o Governo português está a estudar a extinção da «golden share» que detém na operadora, na sequência de uma notificação da União Europeia.

O Estado português tem 500 acções preferenciais que lhe garantem o direito de veto em matérias estratégicas, como fusões ou operações de compra sobre a operadora de telecomunicações além do poder para escolher o «chairman» e um terço do conselho de administração.

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