Empresas Sonae vende negócio dos hipermercados em Angola a Isabel dos Santos

Sonae vende negócio dos hipermercados em Angola a Isabel dos Santos

O fim da parceria entre a Sonae e Isabel dos Santos, avançada pelo Negócios, materializou-se com a venda da posição de 49% que o grupo liderado por Paulo Azevedo tinha na Condis, empresa criada para lançar a rede de hipermercados Continente em Angola.
Sonae vende negócio dos hipermercados em Angola a Isabel dos Santos
Celso Filipe 28 de setembro de 2015 às 12:48

A Sonae confirmou esta segunda-feira, 28 de Setembro, em declarações à agência Lusa, o fim da parceria com Isabel dos Santos para a área do retalho alimentar.

"Na sequência das informações anteriormente prestadas, a participação da Sonae e as consequentes responsabilidades assumidas por esta, no âmbito do projecto de investimento no retalho alimentar em Angola, foram adquiridas pelo grupo da engenheira Isabel dos Santos", afirmou fonte oficial do grupo liderado por Paulo Azevedo à Lusa.


Tal como o Negócios noticiou este domingo, 27 de Setembro, Isabel dos Santos optou por se separar da Sonae e lançar sozinha o projecto de construção e gestão de uma rede de hipermercados em Angola. Para tal, criou uma empresa, a Contidis, cuja estratégia está a ser apresentada em Luanda, à comunicação social angolana, esta segunda-feira.


A Sonae não quis adiantar, nem as razões nem o montante pelo qual vendeu a sua participação na Condis, a empresa que tinha criado com Isabel dos Santos em Abril de 2011 para a instalação de uma rede de hipermercados Continente em Angola.


O distanciamento entre Isabel dos Santos e Paulo Azevedo era cada vez mais notório, tendo-se materializado no facto de a empresária angolana ter contratado, em Fevereiro deste ano, dois quadros de topo da área do retalho da Sonae, João Paulo Seara e Miguel Osório. João Paulo Seara era mesmo o director executivo da Sonae responsável pelo projecto em Angola. Em Março deste ano, Paulo Azevedo dizia estar à espera de explicações de Isabel dos Santos sobre a parceria em Angola. Agora, o rompimento entre as duas partes é oficial.

As acções da Sonae estão a cair 0,93% para negociarem nos 1,069 euros por acção.




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