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Sonae Sierra junta-se aos argentinos da Corporación América para a compra da ANA

O grupo especialista em centros comerciais da Sonae vai ter uma participação no consórcio liderado pela Corporación América para "analisar com interesse" a privatização da gestora dos aeroportos nacionais. Há oito interessados na ANA, anunciou hoje a Parpública.

A Sonae Sierra vai participar num consórcio com um grupo argentino para “analisar com interesse” a privatização da ANA.

“Informamos que o Grupo Sonae Sierra tem uma participação minoritária no consórcio liderado pela Corporación América, para analisar com interesse a privatização da ANA – Aeroportos de Portugal S.A”, apontou hoje a empresa liderada por Fernando Guedes de Oliveira num comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“A expressão desta participação será definida no decorrer do processo”, explica a empresa que pertence ao universo Sonae no documento.

Ainda não há um montante do investimento que a Sonae Sierra irá fazer para analisar a privatização da gestora dos aeroportos nacionais. “O valor deste investimento resulta das sinergias e horizontes estratégicos que poderão vir a ser proporcionados ao grupo”, salienta a companhia especialista em centros comerciais.

A Sonae Sierra vai, assim, integrar o consórcio liderado pela multinacional de capitais argentinos que gere terminais e carga em 49 aeroportos na América Latina e Europa. O aeroporto de Brasília e a infra-estrutura de Trapani, na Sicília, em Itália, estão entre os aeroportos geridos pela Corporación América.

Além de aeroportos, a empresa Argentina tem ainda interesses na agricultura (vinhos, por exemplo) e indústria, infra-estruturas, energia, tecnologia e serviços. Entre outras coisas, a empresa é um "player" importante no sector bancário e postal na Arménia.
Segundo o Expresso Online, a assessorar este núcleo de investidores estão os bancos BPI e Nomura e o escritório de advogados Sérvulo & Associados.


Oito interessados na ANA

A Parpública anunciou hoje, sexta-feira, que, no âmbito do processo de privatização da empresa estatal, “recebeu oito manifestações de interesse, traduzidas em idêntico número de propostas não vinculativas, provenientes de consórcios ou grupos interessados na aquisição do capital social da empresa gestora do sector aeroportuário”.

Além da Corporacón America, o Negócios sabe que os colombianos da Odinsa, grupo de infra-estruturas que gere, entre outros, o aeroporto de Bogotá, lidera um consórcio no qual a Mota-Engil tem uma participação minoritária. A construtora já tinha afirmado que entraria no processo caso tivesse um parceiro adequado.

A CCR, por seu lado, avança também com uma proposta, mas sem a Brisa no seu agrupamento, como foi quarta-feira anunciado pela concessionária do grupo Mello em comunicado. Este era um dos poucos consórcios que tinham sido formalmente anunciados para entrar no processo.

Também o operador que gere o aeroporto de Frankfurt, a Fraport AG, e os fundos de infra-estruturas australianos IFM estão na corrida à compra da ANA.

Outras entidades podem também entrar na corrida à compra dos aeroportos nacionais, entre os quais os fundos de infra-estrutura Global Infrastructure Partners LLC, os fundos de infra-estrutura Macquarie e fundos de pensões norte-americanos.

Quanto à Teixeira Duarte e a Ferrovial, que também anunciaram o seu interesse na privatização nos últimos meses, não foi possível confirmar na quarta-feira se o consórcio entregou proposta não vinculativa.
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